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A Criança Dorme

Depois de ser rejeitado pelos gerasenos, Jesus atravessou o mar da Galileia e foi recebido por uma grande multidão. Logo chegou um líder da sinagoga, Jairo, pedindo que Jesus curasse sua filha de 12 anos. Jesus foi com ele, mas demorou no caminho. Quando chegaram perto da casa de Jairo, algumas pessoas saíram da casa e avisaram que a menina já havia morrido. Aos olhos dessas pessoas, a oportunidade para Jesus realizar algum milagre havia passado. Jesus assegurou Jairo que ainda teria uma resposta à sua fé, e continuou até a casa.

Jesus viu as pessoas chorando por causa da morte da menina e disse: “A criança não está morta, mas dorme” (Marcos 5:39).

Não é a única vez na Bíblia que a morte é tratada como se fosse sono. Alguns distorcem esses ensinamentos para defender sua noção da inconsciência dos mortos, mas textos como Lucas 16:22-23 e Apocalipse 6:9-11 corrigem esse erro. O ponto não é a inconsciência da pessoa morta.

O comentário de Jesus reflete uma perspectiva eterna que considera o resultado final, e não focaliza o estado temporário. Jesus, totalmente confiante do seu poder para ressuscitar a menina, sabia que ela acordaria logo, por isso, ele tratou seu estado como sono, e não morte. Paulo considerou a promessa da ressurreição quando confortou os cristãos com este comentário sobre os mortos: “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança” (1 Tessalonicenses 4:14). Como fica evidente dois versículos depois, ele fala sobre os mortos em Cristo. Paulo não negou a realidade da morte, mas entendeu que ela não seria o estado final dos fiéis. Ele acreditou na ressurreição, e ensinou os cristãos a viverem com essa esperança.

Jesus usou linguagem parecida em outra ocasião. Quando recebeu a notícia da enfermidade grave do seu amigo Lázaro, Jesus não mostrou preocupação e não saiu com pressa. Ele explicou para os apóstolos: “Esta enfermidade não é para morte, e sim para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja por ela glorificada” (João 11:4). O que Jesus queria dizer? A enfermidade não era grave, e assim não podia matar a pessoa? Não! Lázaro não ia morrer em consequência dessa doença? Não! De fato, Lázaro morreu poucos dias depois. Jesus olhava para além do momento para o resultado final da enfermidade. Ele sabia do seu poder para ressuscitar Lázaro. Desta maneira, Deus seria glorificado e o resultado da doença não seria a morte do seu amigo.

Esses exemplos servem para ilustrar um atributo importante de Deus, demonstrado por Jesus por compartilhar da natureza divina. Em Isaías 46, um texto escrito 700 anos antes do nascimento de Jesus, Deus apresenta uma série de contrastes entre suas características como o Onipotente Criador e as características das impotentes deidades adoradas pelos povos idólatras. Ele argumenta que Deus faz, carrega e salva, enquanto os ídolos são feitos por homens, carregados por homens e totalmente incapazes de salvar. Nem conseguem se locomover, muito menos agir para o benefício dos seus adoradores.

No mesmo capítulo de Isaías, Deus afirma que é capaz de conhecer e controlar o futuro, que são exatamente as habilidades que Jesus demonstrou quando ressuscitou Lázaro e a filha de Jairo. Deus disse: “Lembra-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade; que chamo a ave de rapina desde o Oriente e de uma terra longínqua, o homem do meu conselho. Eu o disse, eu também o cumprirei; tomei este propósito, também o executarei” (Isaías 46:9-11). Antes de ressuscitar a filha do chefe da sinagoga, Jesus disse que ela apenas dormia, porque ele tinha certeza do desfecho da história e controle do futuro. Quando Lázaro ficou doente, Jesus já sabia que esse amigo ia sair do túmulo vivo, porque ele, sendo Deus, tem poder para dar vida.

Jesus, o Filho de Deus que dá vida e que venceu a morte, não teme o túmulo. As pessoas que realmente acreditam nele também vivem livres da preocupação com a morte, porque sabem que vão acordar para a vida eterna.

- por Dennis Allan


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