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Abraão e o Filho da Promessa

Abraão é, sem dúvida, um dos personagens mais importantes na história do Antigo Testamento. Ele é citado muitas vezes ao longo da Bíblia, especialmente como um modelo de fé em Deus. Alguns fatos da história desse homem ilustram o motivo de utilizá-lo como exemplo.

Naquela época, os homens viviam em torno de 200 anos. Quando Abraão tinha 75 anos de idade, Deus mandou que ele saísse do lugar onde morava para ir para uma terra que o Senhor pretendia dar para os descendentes desse homem. Deus fez três promessas para Abraão: (1) Faria uma grande nação dos descendentes de Abraão; (2) Daria para eles uma terra; (3) Usaria Abraão para abençoar todas as famílias da terra (Gênesis 12:1-3).

Em outras ocasiões, Deus repetiu e esclareceu as promessas, mas demorou para dar algum sinal tangível do cumprimento delas. Havia falado de uma terra, mas não deu nem um metro quadrado da terra para Abraão. Deus prometeu multiplicar os descendentes, mas deixou Abraão esperar 25 anos para o nascimento do filho que seria necessário para cumprir as promessas. Isso exigia uma intervenção divina, pois a mulher de Abraão não tinha mais condições de ser mãe. Abraão continuou confiando e esperando, e o filho, Isaque, nasceu.

Mais alguns anos passaram, e Deus testou a fé de Abraão de uma maneira inédita. Mandou levar Isaque, o filho da promessa, para um monte. Lá, conforme a ordem de Deus, Abraão teria de sacrificar seu filho! Pense nas implicações dessa ordem. Deus prometeu abençoar muitas pessoas por meio da linhagem de Isaque. A palavra de Deus nem deixou a possibilidade de cumprir as promessas por meio de outro filho, pois o Senhor havia dito: “...por Isaque será chamado a sua descendência”(Gênesis 21:12).

Se Abraão tivesse passado o mandamento de Deus pela peneira do raciocínio humano, certamente teria recusado a ordem. Como seria possível acreditar que Deus queria que literalmente matasse seu filho? Deus nunca pediu para um pai fazer isso! Se ele matasse esse filho, as promessas não seriam cumpridas. Seria fácil, até lógico, concluir que o sacrifício que Deus pediu seria apenas uma coisa simbólica, não um holocausto real!

Se ele cogitasse tais coisas, estaria cuidando da parte de Deus, e não da parte do homem. Deus dá as ordens. O homem de fé obedece. Foi exatamente o que Abraão fez.

Ele levou seu filho ao monte escolhido por Deus, preparou o altar e a lenha, amarrou o filho e o deitou sobre o altar. Foi só no momento que Abraão levantou a faca para matar seu filho que uma nova ordem veio do céu, dizendo para ele não matar Isaque.

O texto de Gênesis 22 mostra essa grande fé de Abraão e relata a renovação das promessas por causa dessa obediência. Mas um outro detalhe importante aparece em um livro escrito quase 2.000 anos depois: “Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque; estava mesmo para sacrificar o seu unigênito aquele que acolheu alegremente as promessas, a quem se tinha dito: Em Isaque será chamada a tua descendência; porque considerou que Deus era poderoso para ressuscitá-lo dentre os mortos, de onde também, figuradamente, o recobrou” (Hebreus 11:17-19).

Para pessoas que acreditam na Bíblia, é fácil perder a importância desse comentário. Jesus e alguns homens, recebendo poder de Deus, ressuscitaram mortos. Jesus saiu da sepultura e prometeu a ressurreição para nós. Abraão, porém, viveu 1.000 anos antes da primeira ressurreição. Ele nunca viu e nunca ouviu falar de Deus operar um milagre desses. Nisso, a atitude dele até define a fé. Abraão não acreditou porque havia visto um milagre de ressurreição. Ele acreditou em Deus, não nas suas próprias experiências, nem no seu próprio raciocínio.

Para Abraão, a fé não foi apenas uma afirmação vazia de pensamento positivo. Quando a prova veio, Abraão mostrou sua confiança em Deus, respondendo na prática à pergunta feita por um anjo algumas décadas antes: “Acaso, para o SENHOR há coisa demasiadamente difícil?” (Gênesis 18:14). Quando Abraão levantou a faca, ele respondeu: “Não há”!

- por Dennis Allan


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