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Trump, Brady e a Bíblia

Assuntos políticos, mesmo de outros países, dominam as manchetes quase todos os dias. E eventos esportivos ocupam uma boa parte do espaço que sobra nos jornais. Exemplos recentes das duas esferas servem para nos lembrar de um importante princípio bíblico.

Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos. Apesar de não ser aprovado por muitas pessoas ao redor do mundo, e mesmo não recebendo a maioria dos votos dos cidadãos norte-americanos, ele foi escolhido legalmente pelo sistema eleitoral do seu país. Quando várias pessoas bem-conhecidas conduziram demonstrações contra o novo presidente, estavam exercendo seu direito à liberdade de expressão. Quando, porém, declararam que “Ele não é meu presidente”, suas afirmações foram além da realidade da lei. Tais declarações não mostram apenas seu desgosto pelo novo presidente, mas seu desdém pelo sistema de leis que governam seu país. Gostando ou não, ele é, por enquanto, o presidente sobre todos os cidadãos dos EUA.

Uns 15 dias depois de tomar posse, o presidente Trump cometeu o mesmo erro e demonstrou o mesmo desdém pelas regras que governam seu país. Quando um juiz tomou uma decisão contra sua política de barrar certos imigrantes, o presidente criticou a decisão do “suposto juiz”. Mas, o juiz foi legalmente escolhido, conforme as leis do país, pelo então presidente Bush. Da mesma maneira que Donald Trump é o legítimo presidente, James Robart é um legítimo juiz com poder para emitir uma opinião contra um ato do próprio presidente. O juiz Robart, o presidente Trump e os demais cidadãos dos EUA vivem sujeitos às mesmas regras, as leis que governam seu país.

Quem acompanha o futebol americano sabe que o campeonato da National Football League (NFL) da temporada 2016-2017 terminou com uma partida histórica, a primeira vez na história da liga que o último jogo foi decidido em prorrogação. Os New England Patriots, conduzidos pelo famoso jogador Tom Brady, viraram o jogo e venceram os Atlanta Falcons. Quando o jogo terminou, técnicos e jogadores apertaram as mãos e abraçaram seus adversários e saíram pacificamente. Teriam feito a mesma coisa se a outra equipe tivesse vencido. O motivo é simples, todos que participam de eventos desse tipo assumem o compromisso de jogar conforme as regras do esporte e de aceitar as decisões dos juízes.

O ponto desses e de inúmeros outros exemplos é o mesmo. Vivemos sob regras e leis, que devem ser aplicadas igualmente a todas as pessoas sujeitas às mesmas. Todos os brasileiros, independente de posição socioeconômica, cor de pele etc. devem ser julgados igualmente conforme as leis deste país. Todos os atletas que participam de competições regidas pela NFL, FIFA ou outros corpos governantes devem ser julgados pelas mesmas regras do seu esporte.

A Bíblia ensina esse princípio de várias maneiras, e devemos entender aplicações mais importantes do que na política ou esportes.

Balanças justas e pesos justos. Quando Deus revelou ordenanças para governar o povo de Israel, o conceito da justiça e imparcialidade foi ligado ao caráter divino: “Não cometereis injustiça no juízo, nem na vara, nem no peso, nem na medida. Balanças justas, pesos justos, efa justo e justo him tereis. Eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito” (Levítico 19:35-36). Efa e him foram medidas usadas no comércio. Nos negócios, nos tribunais, e em todos os outros aspectos da vida, Deus exige a justiça (Deuteronômio 25:13-16; Amós 8:4-6; Provérbios 20:10; Miqueias 6:8; 2 Timóteo 2:5).

A imparcialidade é característica da sabedoria que vem de Deus. “A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento” (Tiago 3:17). Por esse motivo, devemos sempre ser justos, “...nada fazendo com parcialidade” (1 Timóteo 5:21).

Leis de países e regras de futebol devem ser aplicadas sem parcialidade. Mas, acima de tudo, devemos lembrar que o Senhor é o reto Juiz que age sem parcialidade (2 Crônicas 19:6-7; Atos 10:34-35). Temos um encontro marcado com esse Juiz: “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (2 Coríntios 5:10).

- por Dennis Allan


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