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Salmo 141: Vigia a Porta dos Meus Lábios

Davi conhecia guerras. Quando ainda menino, venceu Golias, o campeão dos filisteus. Antes de ser coroado como o segundo rei de Israel, foi protegido por Deus das perseguições do seu predecessor, Saul. Uma vez que ascendeu ao trono em Jerusalém, conduziu várias campanhas bem-sucedidas contra os inimigos ao redor de Israel. Venceu os rebeldes, liderados por seu próprio filho, em uma guerra civil que ameaçou seu trono. Em todos esses conflitos, Davi buscou forças em Deus. Muitos dos Salmos são orações feitas por Davi durante essas batalhas.

Davi entendeu, porém, que os inimigos usavam diversas armas, e não somente espadas, flechas e carruagens de ferro. Ele percebeu batalhas espirituais, tentações de seguir os erros de homens maus, como ameaças reais. Na oração de Davi no Salmo 141, ele tratou suas batalhas espirituais com grande urgência, pedindo socorro do próprio Senhor.

“SENHOR, a ti clamo, dá-te pressa em me acudir; inclina os ouvidos à minha voz, quando te invoco. Suba à tua presença a minha oração, como incenso, e seja o erguer de minhas mãos como oferenda vespertina” (versos 1 e 2). A urgência na voz de Davi fica nítida nas primeiras palavras do Salmo. Do meio de uma batalha crítica contra a tentação, ele clama a Deus pedindo ajuda urgente. A guerra contra o pecado não é brincadeira. Devemos travar a batalha com a determinação de vencer, contando com a ajuda do Senhor.

“Põe guarda, SENHOR, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios” (verso 3). Mil anos antes de Tiago escrever seu famoso aviso sobre o poder da língua (Tiago 3:1-12), Davi expressou claramente a sua preocupação em controlar esse membro perigoso. Mesmo sendo tratado injustamente por seus adversários, ele não queria sucumbir à tentação de pecar com suas palavras.

“Não permitas que meu coração se incline para o mal, para a prática da perversidade na companhia de homens que são malfeitores; e não coma eu das suas iguarias” (verso 4). Davi liga as palavras da boca e a prática do pecado com os desejos do coração. Jesus frisou o mesmo fato quando ele disse que as palavras e os maus atos dos homens vêm dos seus corações (Mateus 15:10-20). Se Davi, um homem forte em uma posição de liderança, reconheceu o perigo de ser influenciado para o mal por outros, devemos escolher os nossos amigos com muito cuidado!

“Fira-me o justo, será isso mercê; repreenda-me, será como óleo sobre a minha cabeça, a qual não há de rejeitá-lo. Continuarei a orar enquanto os perversos praticam maldade. Os seus juízes serão precipitados penha abaixo, mas ouvirão as minhas palavras, que são agradáveis, ainda que sejam espalhados os meus ossos à boca da sepultura, quando se lavra e sulca a terra” (versos 5 a 7). Várias expressões empregadas nesses versos apresentam dificuldades para tradutores e comentaristas, e nosso estudo aqui não permite tentar examinar esses desafios. Não devemos, porém, perder os pontos principais apresentados por Davi: (1) Ele considera a correção uma bênção a ser valorizada; (2) No final das contas, o conselho dos perversos será destruído e as sábias palavras dos justos serão ouvidas.

“Pois em ti, SENHOR Deus, estão fitos os meus olhos: em ti confio; não desampares a minha alma. Guarda-me dos laços que me armaram e das armadilhas dos que praticam iniquidade” (versos 8 a 9). Davi afirma mais uma vez sua confiança total no Senhor. A característica que melhor define esse salmista foi sua confiança inabalável em Deus. Diante da sua circunstância, Davi pede proteção das ciladas armadas por seus inimigos.

“Caiam os ímpios nas suas próprias redes, enquanto eu, nesse meio tempo, me salvo incólume” (verso 10). Davi encerra o hino com uma declaração de confiança na perfeita aplicação da justiça divina. Os ímpios cairiam nas suas próprias armadilhas e Davi, um homem justo, seria salvo.

É importante apreciar a mensagem principal desse Salmo. Estamos em guerra, batalhando contra as tentações que nos levariam ao pecado e à condenação. A instrução de Paulo a Timóteo vale para nós: “Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado e de que fizeste a boa confissão perante muitas testemunhas” (1 Timóteo 6:12).

- por Dennis Allan


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