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Deus Não Negocia Tratados de Paz

Nas últimas semanas da sua vida, Moisés fez uma série de discursos importantes para o povo de Israel. Ele sabia que, logo após o seu falecimento iminente, eles entrariam para tomar posse da Terra Prometida por Deus aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó. Suas mensagens tratavam da importância da obediência para viver bem, protegidos por Deus no lugar que ele designou para seu povo escolhido. Esses discursos de Moisés foram registrados em Deuteronômio, o quinto livro do Antigo Testamento.

Como o povo escolhido do Antigo Testamento, Israel prefigura a igreja que Jesus estabeleceu no Novo Testamento. Um reino físico com território geográfico serviu como sombra para mostrar algumas coisas sobre a realidade de um reino espiritual sem fronteiras. A característica mais importante que Deus desejava em Israel e exige na sua igreja foi a santificação. Ele chamou os hebreus para imitar a santidade divina (Levítico 11:44-45) e chama os cristãos a fazerem a mesma coisa (1 Pedro 1:14-16).

Moisés se preocupou muito com a santidade de Israel. As instruções que Deus passou para Israel por meio desse servo fiel tinham o propósito de manter uma nação santa no meio de povos que não respeitavam seu Criador. Nas orientações que Moisés deu aos hebreus sobre as guerras necessárias para tomar a terra e segurar suas fronteiras, esse princípio de santidade tornou evidente. Há duas situações de batalhas previstas que ilustram esse fato.

A maioria das batalhas dos israelitas seria contra povos que habitavam dentro do território prometido a Abraão, Isaque e Jacó e seus descendentes. Esses povos se mostraram rebeldes contra Deus por séculos antes da chegada do povo de Israel. Deus, o perfeito Juiz e Soberano sobre as nações, havia declarado a sentença contra os habitantes da terra de Canaã. Nas batalhas contra esses povos, a instrução de Deus foi clara. Israel seria seu instrumento para exterminar completamente os povos condenados: “Antes, como te ordenou o SENHOR, teu Deus, destruí-las-ás totalmente: os heteus, os amorreus, os cananeus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus, para que não vos ensinem a fazer segundo todas as suas abominações, que fizeram a seus desuses, pois pecaríeis contra o SENHOR, vosso Deus” (Deuteronômio 20:17-18).

A segunda situação seria em batalhas fora das fronteiras definidas por Deus. Nesses casos, o procedimento seria diferente. Antes de travar uma batalha, Israel ofereceria um tratado de paz (Deuteronômio 20:10). É importante observar, porém, os termos de paz autorizados por Deus no caso de uma cidade aceitar a proposta: “Se a sua resposta é de paz, e te abrir as portas, todo o povo que nela se achar será sujeito a trabalhos forçados e te servirá. Porém, se ela não fizer paz contigo, mas te fizer guerra, então, a sitiarás. E o SENHOR, teu Deus, a dará na tua mão...” (Deuteronômio 20:11-13).

Nada de negociar termos. A única maneira de viver seria pela submissão total ao povo de Deus. Quem recusava se render seria morto (Deuteronômio 20:13).

Sob a Nova Aliança, os cidadãos do reino do Senhor não ocupam territórios geográficos e não se envolvem em guerras carnais para defender sua terra. A natureza do reino exclui a possibilidade de batalhas carnais na sua defesa (João 18:36). As armas usadas pelos soldados de Jesus são espirituais (2 Coríntios 10:3-6; Efésios 6:11-17), “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Efésios 6:12).

Mas Jesus ainda não negocia termos de paz. Por meio dos seus embaixadores, ele oferece uma proposta unilateral para a reconciliação de homens pecadores com Deus (2 Coríntios 5:18-20). A única maneira de viver é pela submissão total à vontade de Jesus. A mensagem dos embaixadores é clara. Aqueles que creem e recebem o batismo para o perdão dos seus pecados entram em comunhão com Deus e assumem o compromisso de obediência total ao Rei Jesus (Marcos 16:15-16; Mateus 28:18-20). Para viver com Cristo, é necessário se submeter como escravos de Cristo e matar a natureza terrestre que contraria a perfeição de Deus (Colossenses 3:1-11).

Deus não negocia, mas ele oferece a paz eterna para todos que aceitam seus termos.

- por Dennis Allan


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