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Pós-Verdade: A Palavra do Ano

O departamento da Universidade de Oxford (na Inglaterra) que elabora dicionários escolheu como a palavra do ano de 2016 o termo “pós-verdade”, um adjetivo “que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais” (fonte: noticias.uol.com.br). Embora a palavra vem sendo empregada durante mais de 20 anos, seu uso na imprensa mundial cresceu 2.000% em 2016. A palavra é usada especialmente no contexto político quando eleitores ignoram os fatos e votam conforme seus sentimentos, até defendendo mentiras comprovadas.

Comentaristas citam diversos exemplos de decisões políticas para ilustrar o significado dessa palavra, e jornais empregam o termo para explicar resultados inesperados nas urnas em vários países. A palavra pode ser uma novidade para muitos, mas o conceito é muito antigo. A Bíblia fala frequentemente do problema de decisões tomadas na base de sentimentos e não conforme os fatos apresentados.

Pensemos no primeiro pecado humano. Deus deu permissão para comer de todas as árvores no Jardim do Éden menos uma: “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2:17). Eva, enganada pela serpente, rejeitou a verdade que Deus revelou e agiu conforme seus próprios desejos (Gênesis 3:6). O resultado foi exatamente o que o Senhor havia dito: a morte espiritual de separação de Deus, realizada pela expulsão do casal do paraíso do Éden (Gênesis 3:22-24).

A mais perniciosa das mentiras é aquela que nega a existência de Deus e a veracidade da sua palavra, como a serpente fez quando seduziu Eva. O profeta Jeremias descreveu a infidelidade do povo de Judá: “curvam a língua, como se fosse seu arco, para a mentira; fortalecem-se na terra, mas não para a verdade, porque avançam de malícia em malícia e não me conhecem, diz o SENHOR... Vivem no meio da falsidade; pela falsidade recusam conhecer-me, diz o SENHOR” (Jeremias 9:3,6).

Apesar das abundantes evidências da existência de Deus, pessoas determinadas a viver conforme seus desejos procuram meios de tirá-lo da sua consciência. Mentem para si mesmas no seu desejo de acreditar que Deus não existe: “Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam iniquidade; já não há quem faça o bem” (Salmo 53:1). Não querendo ser incomodadas com evidências que contrariam sua decisão, essas pessoas podem até tentar calar qualquer um que fala de Deus: “...não nos faleis mais do Santo de Israel” (Isaías 30:10).

Deus não obriga ninguém a crer nele. Pelo contrário, ele recusa impedir a descrença daqueles que mudam “...a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador” (Romanos 1:25). A consequência dessa escolha de acreditar em mentiras é a corrupção moral de pessoas que recusam admitir a autoridade de um Ser superior. O mesmo capítulo de Romanos fala sobre a desordem moral que desestrutura a família e a sociedade quando pessoas abandonam a verdade e buscam a mentira.

Deus se revelou na natureza e nas Escrituras para nos livrar das mentiras: “Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo” (Colossenses 2:8). Não é a opinião maioritária que determina a verdade, nem as ousadas declarações de pessoas poderosas.

A verdade não prevalece por causa das decisões tomadas nas urnas, nem nos órgãos legislativos e judiciários. Não ganharemos a guerra contra as mentiras com armas carnais, sejam armas de fogo ou manobras políticas. A única maneira de vencer a mentira é com a honesta afirmação e defesa da verdade. Paulo disse: “Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Coríntios 10:3-5).

Não importa o rótulo usado para identificar a mentira, podemos vencê-la pelo ensinamento da verdade.

-por Dennis Allan


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