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Uma Solução que Não Resolve Nada

As estatísticas são assustadoras. A taxa de suicídio no Rio Grande do Sul quase empata com a taxa de homicídio no estado de São Paulo. Mundialmente, algumas estimativas dizem que mais de um milhão de pessoas por ano tiram sua própria vida. A taxa internacional de suicídio é três vezes a taxa de homicídio. Em 2012, suicídio ficou em 15º lugar na lista de causas de morte no mundo, sendo a segunda maior causa de morte de pessoas entre 15 e 29 anos de idade. Alguns pesquisadores sobre o assunto acreditam que, para cada caso de suicídio, há até 20 outras tentativas que não levam a óbito.

Ao abordar esse assunto difícil e delicado, não quero acrescentar sofrimento à agonia das famílias que já perderam entes queridos dessa maneira. Quase todos nós já passamos pela tristeza de perder um parente ou amigo próximo pelo suicídio. Mas recusar falar sobre o assunto aumenta o risco de acontecer outras vezes. Não podemos fazer nada sobre pessoas que já partiram deste mundo, mas podemos tentar ajudar os vivos.

As razões que levam pessoas a tomarem suas próprias vidas são inúmeras. Alguns tiram sua própria vida por causa de decepções sentimentais, outros por causa de dívidas que ultrapassam suas condições, e ainda outros por não acharem uma saída de algum vício ou do sofrimento de uma doença, ou para poupar suas famílias do fardo de cuidar deles na fase final da sua vida. Uma porcentagem significativa dos suicidas são pessoas que sofrem de algum transtorno mental. A lista de motivos é grande, mas quase todos podem ser agrupados sob o cabeçalho de “Desespero”. Quando olhamos para a nossa circunstância e pensamos sobre o futuro sem ver um desfecho positivo, corremos o risco de nos afogar no desespero.

Da perspectiva da vida terrestre, o suicídio não resolve os problemas dos quais a pessoa foge. As dívidas ficam para outros. E se o desejo é de poupar familiares de sofrimento, os sentimentos de culpa frequentemente causam uma agonia muito maior nos sobreviventes. É uma solução que não resolve nada.

Profissionais de saúde mental se dedicam aos esforços de prevenção, procurando ajudar pessoas em risco a reconhecerem seu próprio valor e a enxergarem maneiras de solucionar ou lidar com as realidades da sua vida. Seus esforços são louváveis.

A maior fonte de ajuda, porém, vem da perspectiva eterna que Jesus Cristo oferece na mensagem do evangelho. Ele nunca sugeriu o suicídio como opção, mas convidou as pessoas atribuladas a achar conforto e esperança nele: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). Jesus andou neste mundo por mais de 30 anos, e entende bem o sofrimento desta vida. Ele nasceu em uma família pobre e viveu sem os confortos que muitos de nós achamos normais. Apesar de curar algumas pessoas e aliviar a fome de outras, ele não iniciou uma campanha para acabar com todo o sofrimento neste mundo manchado pelo pecado dos homens. Jesus chamou seus ouvintes e, por meio das Escrituras, nos chama a olhar para um destino eterno e uma vida celestial. A moradia que ele oferece está na presença de Deus no céu (João 14:1-6). Esta expectativa é tão fundamental no Novo Testamento que a mensagem do evangelho pode ser resumida nas palavras fé, esperança e amor (1 Coríntios 13:13; Colossenses 1:4-5). Infelizmente, a ênfase de muitos pregadores atuais nas questões desta vida tira a atenção da esperança eterna, e deixa muitos ouvintes no seu desespero. Os verdadeiros pregadores do evangelho puro de Jesus mantêm sua perspectiva esperançosa e eterna (Hebreus 12:1-2).

Quando procuramos uma orientação bíblica, alguns fatos ficam evidentes: (1) Deus mandou respeito especial para a vida humana, assim nos ensinando a não matar (Gênesis 9:6). (2) Pessoas na Bíblia que se suicidaram (devemos considerar os exemplos do o rei Saul e Judas Iscariotes) não resolveram seus problemas desta maneira. (3) É Deus quem julgará os mortos (Hebreus 9:27). Nosso papel não é de julgar quem já morreu, mas de dar esperança para quem ainda vive.

-por Dennis Allan

Fontes das estatísticas citadas:
World Health Organization Suicide Data
International Suicide Statistics
Lugares Mais Violentos do Brasil 2016
Veja ranking de estados pelo número de suicídios no Brasil


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