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Perdoar 490 Vezes?

Enquanto a tendência de muitas pessoas seja fugir de conflitos, Jesus ensinou sobre a importância de agir para resolvê-los. Ele deu instruções específicas de passos a serem seguidos para corrigir ofensas entre seus seguidores (Mateus 18:15-17). Se um discípulo cometer ofensa contra outro, o ofendido deve conversar com o outro em particular para tentar resolver o problema. Se o ofensor reconhecer seu erro e pedir perdão, o caso se encerra nesse momento. Se não admitir seu erro, o caso seria levado para uma segunda etapa, onde uma ou duas outras pessoas ouviriam e tentariam convencer esse irmão a se arrepender. Se ainda não reagir bem, seu erro seria exposto à igreja, que também tentaria ajudar esse irmão enxergar e corrigir seu erro. Somente em último caso, de uma pessoa obstinada e rebelde, a igreja tomaria uma postura mais forte de disciplinar o ofensor.

O objetivo desse ensinamento é o arrependimento do pecador e sua reconciliação com seus irmãos. O foco nos versículos acima citados está no arrependimento do ofensor, mas o ensinamento de Jesus não se resume apenas a isso. Para haver a reconciliação, também é necessário o perdão por parte do ofendido. Pedro, evidentemente, entendeu essa implicação do ensinamento de Jesus, porque ele formulou uma pergunta interessante: “Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?” (Mateus 18:21). Vamos ser sinceros. Pedro foi bem mais generoso do que muitos de nós. Ele se mostrou disposto a perdoar o mesmo irmão sete vezes!

“Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mateus 18:22).

Setenta vezes sete são 490 vezes. Conforme o ensinamento de Jesus, devemos continuar perdoando até chegar a 490 vezes? Não! É uma maneira de dizer que devemos perdoar e perdoar e continuar perdoando até perder a conta! Se Pedro já foi generoso, Jesus levou a ideia da disposição de perdoar a um outro nível!

Jesus complementou essa orientação com uma parábola. Ele falou de um homem com uma dívida com seu rei tão grande que um trabalhador comum teria que investir todo o seu salário durante uns 200.000 anos. Assim, daria certo se não tivesse a cobrança de juros! É isso mesmo, o número que Jesus usou é enorme, sugerindo claramente uma dívida que nenhuma pessoa teria condições de pagar. O rei estava pronto a vender o homem e sua família para serem escravos quando o devedor implorou e achou misericórdia. O rei simplesmente perdoou a dívida.

O final da história foi feliz? Poderia ter sido, mas o homem perdoado saiu e achou uma pessoa que devia um valor insignificante para ele. Insistiu que o outro pagasse e até mandou seu devedor para a prisão por inadimplência. Quando o rei ouviu sobre essa atitude do homem que ele acabara de perdoar, ele repreendeu sua falta de compaixão e mandou prendê-lo por sua dívida não paga.

O ponto dessa parábola é evidente. Por meio de Jesus Cristo e seu sacrifício na cruz, Deus demonstra sua graça e nos oferece perdão por uma dívida enorme que nenhum homem seria capaz de pagar. A benevolência do rei que perdoa seu devedor representa esse amor divino para com homens pecadores.

Mas o que fazemos depois? Refletimos a graça do Senhor nas nossas atitudes para com os outros? Quando alguém nos ofende, procuramos a reconciliação e estendemos a graça do perdão? Perdoamos uma, duas, sete, 490 vezes? Quando recusamos o perdão para com os outros, nós mostramos uma atitude condenável e deixamos claro que não somos dignos da misericórdia divina.

Se aplicássemos bem o ensinamento de Jesus, os benefícios seriam enormes. Estaríamos nos aproximando de Deus, com certeza, mas também teríamos como melhorar os nossos casamentos, relações de pais e filho e até amizades com vizinhos.

Aprendamos a perdoar. Não apenas sete ou 490 vezes. Vamos aprender o perdão total que Deus oferece para cada um de nós.

-por Dennis Allan


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