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Responsabilidades dos Ricos

Há muitos debates sobre os programas sociais do governo. É muito fácil se esconder atrás de uma filosofia política e negligenciar a responsabilidade que Deus nos deu de amar ao próximo. Do começo ao fim da Bíblia, encontramos instruções sobre a maneira que os ricos devem agir em relação a outras pessoas, principalmente os pobres. Aqueles que desrespeitaram esses princípios, maltratando as pessoas necessitadas, sempre foram fortemente condenados.

É possível que o livro de Jó tenha sido o primeiro escrito na Bíblia, pois parece tratar das experiências de um homem que viveu nas primeiras gerações depois do dilúvio. Jó viveu no período antes da Lei detalhada que Deus deu aos israelitas por meio de Moisés, sob as instruções gerais que passou para os homens nas primeiras gerações da existência humana, no período conhecido como o dos Patriarcas. É interessante ver os elevados princípios éticos que governavam as pessoas “primitivas” na época de Jó. Esse homem era rico, e sua riqueza não foi condenada. Ele não defende igualdade socioeconômica, mas defende a justiça no tratamento de todos, pois o mesmo Criador que fez Jó também fez seus empregados (Jó 31:13-15). Ele entendeu como crime contra Deus qualquer injustiça no tratamento dos servos, como também a negligência das necessidades dos pobres, viúvas e órfãos (Jó 31:13-23). Além disso, Jó entendeu que confiar nas suas riquezas seriam uma forma de idolatria e negação do único verdadeiro Deus.

Algumas gerações depois de Jó, Deus revelou um código de lei avançado aos israelitas. Essa lei proibia práticas abusivas contra estrangeiros, viúvas, órfãos e pobres (Êxodo 22:21-27). A mesma lei estabeleceu meios de os pobres se esforçarem para viver. Quando fizessem suas colheitas, os donos dos campos deixariam, de propósito, alguns produtos para os pobres pegarem (Levítico 19:9-10). Práticas comerciais desonestas foram proibidas (Levítico 19:35-36). Foi vedada a cobrança de juros entre irmãos, bem como práticas abusivas de exploração de preços (Levítico 25:35-37).

O Novo Testamento não inclui as mesmas regras específicas. Não temos como condenar a cobrança de juros, por exemplo, embora juros abusivos e práticas desonestas no comércio claramente violam o princípio, repetido no Novo Testamento, de amar ao próximo. A Aliança de Cristo, porém, inclui instruções sobre ajuda aos pobres, viúvas e órfãos (Tiago 1:27; 2:15-17). Como o Antigo Testamento exigia o esforço da própria pessoa, o Novo Testamento também diz que devemos ser responsáveis pelo sustento das nossas famílias e que devemos trabalhar para nos manter. Paulo foi enfático ao condenar a ociosidade: “Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma” (2 Tessalonicenses 3:10). Às vezes, uma pessoa se esforça e trabalha, mas ainda precisa de ajuda. Nesses casos, os ricos devem ajudar, se mostrando “generosos em dar e prontos a repartir” (1 Timóteo 6:18).

Jesus alertou sobre a dificuldade de um rico ser salvo (Marcos 10:23-27), uma mensagem distorcida ou excluída nas pregações dos falsos mestres que divulgam a teologia da prosperidade. A busca da riqueza nunca deve ser a prioridade do servo do Senhor (Mateus 6:19-21,24; João 6:27). Paulo reforçou esses ensinamentos de Jesus: “Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” (1 Timóteo 6:8-10).

Não podemos, porém, negar a presença de irmãos ricos na igreja primitiva. Encontramos instruções sobre o uso correto dos seus bens. Na mesma carta, Paulo continuou: “Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida” (1 Timóteo 6:17-19).

Mais uma observação. Se você leu este artigo todo pensando nos outros, leia de novo. O brasileiro, na média, é muito mais próspero do que bilhões de pessoas nesse mundo. Quase todos os leitores deste artigo têm muito mais do que só vestimenta e comida. Vamos agir como ricos, demonstrando amor aos outros!

-por Dennis Allan


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