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Melhor Não Ser Salvo!

A salvação dos israelitas, que sofreram séculos de escravidão no Egito, é uma das principais histórias bíblicas. Não somente marca o início do cumprimento das grandes promessas feitas a Abraão (Gênesis 12:1-3), mas também prefigura a salvação por meio de Jesus Cristo. Autores do Novo Testamento fizeram extensas comparações entre o Êxodo do Egito e a redenção dos cristãos (encontramos exemplos em 1 Coríntios 10:1-13 e Hebreus 3:7-4:13). O estudo da história da saída dos hebreus do Egito e sua difícil jornada até a terra de Canaã, prometida por Deus séculos antes, serve para nos ajudar no caminho traçado pelo Senhor para a vida eterna. Como os trechos citados acima ensinam, as atitudes dos israelitas servem como espelhos para avaliar nossas próprias atitudes.

Para entender um comentário feito pelos hebreus logo depois de serem libertados da escravidão, vamos primeiro lembrar os fatos do contexto histórico. Deus revelou planos especiais para Abraão e as subsequentes gerações dos seus descendentes. Ele disse que faria uma grande nação por meio do filho de Abraão, Isaque, e que daria para esse povo a mesma terra na qual Abraão residiu durante a maior parte da sua vida, conhecida então como a terra de Canaã (Gênesis 12:1-3). Deus deixou claro para Abraão que essas promessas não seriam cumpridas durante a sua vida, mas só depois de quatrocentos anos. Durante esse tempo, o povo escolhido seria humilhado em escravidão em terra estrangeira (Gênesis 15:12-16). As pessoas que seriam beneficiadas por essas promessas tomaram o nome de Israel (ou israelitas), o nome que Deus deu para o neto de Abraão.

A chegada dos israelitas no Egito foi pacífica, mas a saída foi violenta. Por meio de um escravo chamado José, filho de Israel, a família achou refúgio em tempos difíceis. Com o tempo, porém, os egípcios escravizaram os hebreus, e estes passaram a sofrer terrivelmente. Aguentaram séculos de maus-tratos, inclusive de infanticídio, nas mãos dos seus opressores egípcios. O povo sofredor clamou a Deus, mas esperou um bom tempo para receber uma resposta.

Cumprido o tempo determinado no plano divino, o Senhor mandou Moisés, um hebreu criado no Egito, a voltar e libertar os escravos. Quando o rei egípcio recusou livrar os israelitas, Deus usou uma série de dez pragas para convencê-lo. O efeito das pragas foi de humilhar e castigar os opressores egípcios e, ao mesmo tempo, demonstrar a força de Deus para os israelitas. O povo saiu da escravidão pela poderosa mão do Senhor. Foram salvos pela graça de Deus!

Que motivo de alegria, de adoração e de extrema gratidão por parte do povo resgatado por Deus. Depois de séculos de opressão, saíram do Egito com mãos cheias e como pessoas livres. Seu protetor divino havia demonstrado seu poder ilimitado, e claramente teria condições de cuidar do seu povo, a nação que ele exaltou acima das outras. 

A primeira vez que o povo entrou em uma situação de perigo, os israelitas esqueceram tudo que Deus tinha feito e ficaram desesperados. Mudaram totalmente sua atitude sobre a salvação, clamaram a Deus e viraram contra Moisés, o homem usado para libertá-los: “Disseram a Moisés: Será, por não haver sepulcros no Egito, que nos tiraste de lá, para que morramos neste deserto? Por que nos trataste assim, fazendo-nos sair do Egito? Não é isso o que te dissemos no Egito: deixa-nos, para que sirvamos os egípcios? Pois melhor nos fora servir aos egípcios do que morrermos no deserto” (Êxodo 14:11-12). 

Teria sido melhor não receber a salvação! Moisés fez mal ao libertar o povo da escravidão? Se tivessem como voltar, achariam melhor ser escravos no Egito do que homens livres e protegidos por Deus!

E quando nós escolhemos entre a salvação que Deus oferece e a escravidão no pecado, qual parece mais atraente? Seguir Jesus para ficar longe da morte que o pecado traz significa sacrifício, autonegação e confiança no Senhor. Ser beneficiado pela graça salvadora de Deus exige a determinação de olhar para o futuro e pensar em termos eternos, e não somente enxergar os sacrifícios do momento. 

Os israelitas, naquele momento de fraqueza, esqueceram o poder de Deus e distorceram suas lembranças da escravidão que ficou para traz. Não cometamos o mesmo erro! 

-por Dennis Allan


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