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O Que Aprendemos de Nadadores Olímpicos

A fama de alguns nadadores norte-americanos que participaram das Olimpíadas no Rio de Janeiro será manchada por causa do seu comportamento durante a estadia na terra dos seus anfitriões brasileiros. Infelizmente, a devida atenção às realizações de atletas de todos os cantos do planeta foi desviada nas notícias para dar espaço à história de alguns jovens egoístas, irresponsáveis e imaturos que sujaram seus próprios nomes e a reputação da sua seleção e país.

Ryan Lochte, um dos melhores nadadores do mundo, ganhador de 12 medalhas olímpicas e diversas outras competições, inventou uma mentira para esconder comportamentos errados e a destruição do patrimônio de um comércio. Conseguiu o apoio de colegas e criou um escândalo internacional. Inicialmente, a história reforçou a imagem negativa de perigo e desordem no Brasil e especialmente na capital carioca. Com o desdobramento do caso sob a investigação profissional dos policiais brasileiros, porém, a narrativa mudou. A mentira foi descoberta e, depois de alguns dias, confessada. Lochte e seus colegas pediram desculpas.

Acompanhando a história e refletindo sobre vários aspectos, podemos aproveitar lições práticas.

O Problema de Preconceitos. Lochte tentou, e por algumas horas conseguiu, lucrar dos preconceitos devido à imagem do Brasil, especialmente no exterior. Um país conhecido por sua corrupção em todos os níveis do governo se torna um alvo fácil para uma história como aquela inventada pelo nadador. Perigo. Assalto. Ladrões uniformizados. Lochte procurou se esquivar das consequências do seu próprio comportamento vergonhoso desviando a atenção para uma imagem desfavorável do país que o recebeu para competir. Evitemos, porém, o pecado cometido por Lochte. Seria igualmente errado imaginar que seu comportamento representa todos os atletas, ou todos os nadadores, ou todos os homens ou todos os norte-americanos. É acepção de pessoas julgar uma pessoa por causa das suas condições naturais (nasceu em determinado lugar, com certa cor de pele etc.). Devemos seguir o exemplo de Deus e considerar o comportamento de cada pessoa. Não escolhi a cor da minha pele, e não decidi onde nascer, mas sou responsável pelos meus atos. Lembremos que “Deus não faz acepção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável” (Atos 10:34-35). 

As Consequências da Mentira. Quantas pessoas foram atingidas por uma mentira? Ocupou o tempo até do presidente da república! E ainda não sabemos todas as consequências que Lochte e seus amigos vão sofrer. Com certeza, vão perder contratos publicitários. Ainda podem responder juridicamente no Brasil e diante das autoridades do seu esporte. E serão lembrados como grandes atletas ou como homens desonestos que demonstraram falta de domínio próprio? “O justo aborrece a palavra de mentira, mas o perverso faz vergonha e se desonra” (Provérbios 13:5).

A Decepção com Heróis. É comum tratar pessoas como heróis por causa das suas habilidades como atletas, cantores ou atores, sem analisar primeiro seu caráter. É interessante observar que a ênfase bíblica está na integridade e virtude das pessoas honradas (Gênesis 6:9; Jó 1:1; Provérbios 31:10). Deus promete a recompensa eterna para aqueles que amam e são fiéis, não para aqueles que conseguem mais medalhas ou prêmios (2 Timóteo 4:8; Apocalipse 2:10; 1 Coríntios 9:25). Devemos escolher heróis melhores!

Consequências Depois do Perdão. O caso dos nadadores mentirosos ilustra um fato da vida. Perdão nem sempre significa livramento de todas as consequências. As autoridades e a sociedade podem perdoar esses visitantes, mas ainda há a possibilidade de consequências. Deus perdoou o adultério de Davi (2 Samuel 12:13), mas o rei ainda perdeu quatro filhos por causa do seu erro.

A Oportunidade de Perdoar. Não devemos perder uma oportunidade importante nesse caso. Aqueles atletas cometeram um erro grave, uma afronta contra o Brasil e contra seu próprio país de origem (onde também foram fortemente criticados na imprensa). Temos aqui uma oportunidade para praticar o que Jesus ensinou: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará” (Mateus 6:14). 

Não sei o que Ryan Lochte e seus colegas têm aprendido, mas sei que você e eu podemos aprender dos seus erros para sermos pessoas mais íntegras.

-por Dennis Allan


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