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O Difícil Caminho para Roma

O apóstolo Paulo se preparava para voltar da sua terceira viagem evangelística quando mandou uma carta aos cristãos em Roma, comunicando seus planos de visitá-los na sua próxima viagem, no caminho de Jerusalém para a Espanha (Romanos 15:28). Ele orava constantemente sobre esse desejo: “Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, é minha testemunha de como incessantemente faço menção de vós em todas as minhas orações, suplicando que, nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de visitar-vos” (Romanos 1:9-10).

Os próximos passos dos planos de Paulo foram bem, como ele esperava. Ele completou suas visitas em algumas cidades da Europa e passou rapidamente pela costa da Ásia Menor antes de desembarcar em Cesareia e proceder até Jerusalém (Atos 20:1 – 21:17). Durante essa viagem de regresso a Jerusalém, porém, Paulo começou a entender que seus planos seriam modificados. Quando parou em Mileto para conversar com os presbíteros da igreja em Éfeso, ele disse: “E, agora, constrangido em meu espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que ali me acontecerá, senão que o Espírito Santo, de cidade em cidade, me assegura que me esperam cadeiras e tribulações” (Atos 20:22-23). Durante o resto da viagem, algumas pessoas tentaram convencer Paulo a não ir para Jerusalém (Atos 21:4,12) e um profeta chamado Ágabo disse que Paulo seria preso e entregue aos gentios (pessoas não judias) em Jerusalém (Atos 21:10-11). Paulo insistiu em completar sua viagem, e seus irmãos em Cristo se conformaram com sua decisão, dizendo: “Faça-se a vontade do Senhor” (Atos 21:14).

Quando Paulo chegou em Jerusalém, ele foi bem recebido pelos cristãos. Uma semana depois, alguns dos judeus da Ásia que haviam perseguido Paulo chegaram na cidade e levantaram falsas acusações contra Paulo. O comandante de Jerusalém, um soldado romano, interviu-se para acalmar o tumulto e entender o problema. Paulo foi retido. Exatamente como profetizado, Paulo se tornou prisioneiro das autoridades romanas, conhecidos para os judeus como gentios. O Senhor apareceu a Paulo e disse que o apóstolo daria testemunho dele em Roma (Atos 23:11). Paulo entendeu e aceitou sua missão de levar o evangelho até as pessoas mais poderosas do império romano, mesmo se fosse na condição de prisioneiro. O comandante em Jerusalém ficou sabendo de um complô dos judeus para assassinar Paulo, e o transferiu para Cesareia. 

O caso de Paulo foi ouvido em Cesareia pelo governador Félix e por seu sucessor, Festo. Esses homens não sabiam como lidar com o caso, pois não acharam culpa em Paulo, mas não queriam aumentar as tensões entre os romanos e os judeus, então não soltaram Paulo. Em uma das audiências, ele exerceu seu direito como cidadão romano e apelou a César, garantindo que seu caso seria ouvido em Roma. Em uma visita à cidade de Cesareia, o rei Herodes Agripa II ouviu a defesa de Paulo, também, mas não tinha poder legal para contrariar o apelo já feito, mesmo concluindo que Paulo fosse inocente. O apóstolo foi encaminhado para Roma.

A viagem para Roma foi extremamente perigosa. O navio que carregou Paulo enfrentou ventos perigosos no mar Mediterrâneo e sofreu naufrágio na ilha de Malta. Lá, Paulo foi mordido por uma serpente. Em todos esses perigos, Deus protegeu a vida de Paulo e seus companheiros. Afinal, chegou na Itália e foi recebido com muita alegria pelos cristãos de Roma. Paulo permaneceu preso em Roma por dois anos, aguardando sua audiência com o imperador. Pode-se ver os detalhes da prisão de Paulo e dessa viagem perigosa em Atos capítulos 24 a 28.

Quando Paulo orava sobre seu desejo de visitar Roma, será que ele imaginava que a resposta de Deus envolveria tanto sofrimento? Ele planejou uma viagem para pregar, como homem livre, mas seu caminho para Roma se tornou difícil, cheio de ameaças contra sua vida. Não podemos negar que Deus respondeu às suas orações, mas é difícil imaginar que fosse da maneira que Paulo esperava.

Para qualquer pessoa que procura servir a Deus, uma das coisas mais difíceis é aprender confiar no Senhor, mesmo quando não entende como ele cumprirá sua vontade. Paulo estava disposto a viver ou morrer para engrandecer o nome de Jesus, e se colocou a inteira disposição do seu Mestre. Tal fé é raríssima, mas é a confiança que Deus deseja de todos que procuram agradá-lo. Paulo nos oferece um exemplo desafiador.

-por Dennis Allan


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