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Como Responder ao Insensato

“Não respondas ao insensato segundo a sua estultícia, para que não te faças semelhante a ele. Ao insensato responde segundo a sua estultícia, para que não seja ele sábio aos seus próprios olhos” (Provérbios 26:4-5).

Se você achou esses versículos contraditórios, não seria a primeira pessoa a lutar com essa dificuldade. É comum encontrar pessoas que duvidam da autenticidade do livro de Provérbios ou da Bíblia inteira por causa de aparentes contradições. Muitas vezes, precisamos estudar com paciência para conciliar afirmações de contextos diferentes. Nesse caso, não é uma questão de tirar textos de lugares distantes, pois são duas instruções apresentadas juntas que parecem contraditórias.

Longe de ser uma contradição, essas afirmações seguem um padrão de paralelismo antitético onde duas perspectivas são apresentadas juntas para frisar a mensagem ensinada. Mas, mesmo sem muito entendimento dos estilos de poesia empregados pelos hebreus 3.000 anos atrás, podemos compreender e apreciar a mensagem desses versículos.

Leia de novo as duas instruções para observar o ponto ensinado em cada.

A primeira instrução, “Não respondas ao insensato segundo a sua estultícia, para que não te faças semelhante a ele”, considera o efeito do debate na pessoa sábia que recebe essas orientações e procura entender como tratar o insensato. Quando uma pessoa sensata se rebaixa ao nível da conversa do insensato, ela corre o risco de se tornar igual. Um exemplo comum pode ser visto quando um pai perde controle de si e começa a gritar e agir com violência para controlar um filho desobediente. O adulto, agindo como criança, perde toda a razão. O efeito é semelhante quando uma pessoa sensata adota o comportamento e os argumentos absurdos de alguém que resiste à sabedoria e rejeita os fatos.

A segunda instrução, “Ao insensato responde segundo a sua estultícia, para que não seja ele sábio aos seus próprios olhos”, avalia a discussão da perspectiva do efeito no pensamento do insensato. Se não responder nada, ele pode achar que “ganhou” o caso porque conseguiu deixar seu adversário sem resposta. Continuar falando até os outros desistirem é uma tática comum de pessoas que só querem defender sua posição, sem nenhum compromisso sério com a verdade. A pessoa pode até mudar seus argumentos e se contradizer, mas não escuta as palavras dos outros e jamais admite erro. A resposta instruída aqui é uma repreensão, uma tentativa de mostrar para o insensato que deve se calar.

Nosso procedimento ao lidar com os insensatos deve ser guiado pelos princípios sábios ensinados nas Escrituras. Além dessas orientações, encontramos várias outras. Entre elas estão:

“O insensato não tem prazer no entendimento, senão em externar o seu interior” (Provérbios 18:2). Ele acha seus próprios sentimentos mais importantes do que a instrução que vem de fora, e assim o insensato não aprende e não cresce. “O caminho do insensato aos seus próprios olhos parece reto, mas o sábio dá ouvidos aos conselhos” (Provérbios 12:15).

“O temor do SENHOR é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino” (Provérbios 1:7). A busca de sabedoria sem olhar para Deus é um esforço vão e fútil. “Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam iniquidade, já não há quem faça o bem” (Salmo 53:1).

Os insensatos são conhecidos por sua incapacidade de segurar a língua. “Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha” (Provérbios 18:13). O sábio ouve os fatos antes de tomar uma atitude, mas o louco já assume uma posição e a defende com unhas e dentes. “A boca do insensato é a sua própria destruição, e os seus lábios, um laço para a sua alma” (Provérbios 18:7).

Um fato fica evidente nos ensinamentos bíblicos e na nossa experiência de vida: a principal vítima das loucuras do insensato é ele mesmo. Os sábios percebem o perigo e recusam cair na sua insensatez. 

-por Dennis Allan


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