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Crueldade Condenável: 49 Assassinados em Orlando

Na madrugada de 12 de junho de 2016, 49 pessoas foram mortas antes do atirador, Omar Marteen, ser morto por policiais. Outras 53 pessoas foram feridas. O local do crime foi o clube Pulse, uma boate gay. Antes de morrer, o atirador jurou lealdade à organização conhecida como o Estado Islâmico, envolvido em atos de terrorismo para avançar uma versão radical da fé muçulmana.

O próprio crime hediondo e as decisões governamentais de divulgar algumas informações e tentar esconder outras provocaram diversas reações, muitas delas focando a ira nos lugares errados. Agora, uns 15 dias depois da matança em Orlando, podemos e devemos avaliar alguns fatos com calma e clareza. É especialmente importante para os cristãos manterem seu equilíbrio no entendimento e aplicação dos ensinamentos de Jesus. Consideremos alguns fatos de uma perspectiva bíblica.

(1) O que Omar Mateen fez foi absolutamente errado. Apesar das filosofias que negam qualquer noção de verdade absoluta, uso a palavra “absolutamente” de propósito. Ele matou 49 pessoas. Foi crime contra as leis do país onde agiu e, mais ainda, foi um ato de pecado diante de Deus. Foi absolutamente errado! Jesus não somente condenou o homicídio, ele disse para eliminar as atitudes e pensamentos que levariam a tal ação (Mateus 6:21-23). Ninguém que conhece a Bíblia pode negar que houve determinadas circunstâncias nas quais Deus ordenou que homens, agindo como seus agentes, tirassem a vida de malfeitores, mas nenhum tipo de vingança pessoal ou zelo religioso pode ser usado para justificar tal conduta nos dias de hoje. Enquanto algumas pessoas interpretam os ensinamentos da sua religião para incentivar atos violentos, Jesus ensinou seus seguidores a virarem a outra face (Mateus 5:38-39) e disse que assassinos serão punidos por ele “no lago que arde com fogo e enxofre” (Apocalipse 21:8).

(2) Esse terrorista não agiu conforme princípios da fé cristã. Depois do crime, várias pessoas no governo (inclusive o próprio presidente dos EUA) e na mídia procuraram ocultar e distorcer fatos para desviar a atenção dos motivos reais do crime cometido em Orlando. Entre as explicações erradas divulgadas foram estas: foi evidência de homofobia generalizada na cultura norte americana; foi um ato de ódio gerado por cristãos radicais que condenam o homossexualismo; aconteceu por causa do acesso a armas permitido pela constituição norte americana. Vamos falar sem rodeios. Foi um ato de ódio cometido por uma pessoa que jurou lealdade ao Estado Islâmico e agiu conforme seu entendimento do Alcorão. Entendo que o ato dele não representa a fé de muitos outros muçulmanos. Até os líderes do mosque que Mateen frequentava até a semana do massacre comentaram depois do crime, condenando seus atos. Os comentários irresponsáveis na mídia tentando culpar os cristãos são absurdos e errados. Não tinha nada a ver com a Bíblia, nem com os cristãos. Todos os cristãos verdadeiros condenam atos desse tipo. Enquanto nunca possuí uma arma de fogo e pouco me preocupo com os debates políticos sobre a posse de armas, também entendo que as armas não foram responsáveis pelo crime. Um homem usou armas como instrumentos de matança, da mesma forma que poderia ter usado um fósforo para incendiar o local com efeitos parecidos. A culpa é do homem, não do instrumento empregado.

(3) A aceitação dos ensinamentos de Jesus nos coloca em uma posição politicamente complicada. É comum abusar de algum texto bíblico isolado para criticar ou até condenar outros em algum ponto, mas tal uso das Escrituras é desonesto e inútil. Se vamos seguir a Jesus, teremos de acatar todos os seus ensinamentos. Os verdadeiros seguidores de Jesus assumem o compromisso de obedecer todas as coisas que ele ordenou (Mateus 28:18-20). Isso significa, entre outras coisas, que recusam praticar ódio e homicídio (1 João 3:15), que ensinam (sem praticar violência ou demonstrar ódio) contra qualquer relação sexual fora do casamento heterossexual autorizado por Deus (Mateus 19:4-6; 1 Coríntios 6:18; 7:1-5; Hebreus 13:4), que rejeitam os ensinamentos de Maomé ou qualquer outro que diminui a posição de Jesus como o Cristo, o Filho de Deus, o único Salvador dos homens pecadores (João 14:6; Atos 4:12), e que avançam sua fé usando armas espirituais e não armas carnais (2 Coríntios 10:3-5). Eles não procuram matar ninguém por causa da sua vida sexual, nem por causa da sua fé em falsos mestres. 

Os verdadeiros cristãos continuam ensinando o evangelho de Jesus Cristo como a mensagem que conduz homens à comunhão com Deus. Eles não têm uma missão de matança, e sim, “o ministério da reconciliação” (2 Coríntios 5:18-20).

-por Dennis Allan


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