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A Culpa foi dos Pais?

Nos últimos dias, a morte de um gorila em Cincinnati e a morte de uma criança em Orlando (duas cidades norte americanas) foram ocasiões de ultraje na mídia. Pessoas que não estavam presentes têm criticado os pais das duas crianças envolvidas, dizendo que eram negligentes e que merecem punições severas.

No primeiro caso, um menino escapou da mãe e passou por uma cerca de proteção, onde caiu na área do gorila. Ele foi salvo pela ação rápida e decisiva dos funcionários do parque zoológico em matar o gorila. No segundo caso, a criança estava perto dos pais, andando na beira de um lago, quando um jacaré apareceu e a puxou para baixo. Apesar das tentativas dos pais de livrar o filho da boca do animal, o menino morreu.

É universalmente entendido que os pais devem cuidar dos filhos e tentar protegê-los de perigo. A preocupação dos pais, e especialmente das mães, com seus filhos é tão forte que muitos a chamam de instinto materno. A Bíblia fala muito sobre a instrução que os pais dão aos filhos (Deuteronômio 6:6-7; Provérbios 22:6; Efésios 6:4). As mães amam seus filhos (Tito 2:4).

O amor familiar, especialmente de pais para filhos, é tão difundido e normal que pode ser descrito como “afeição natural”. Nas Escrituras, a ausência desse amor é vista como algo completamente anormal, característica de pessoas depravadas (Romanos 1:31; 2 Timóteo 3:3). Independente de religião, cultura e política, pais amam seus filhos, e as raras exceções recebem a censura geral da sociedade.

Devemos pensar bem e examinar os fatos antes de condenar pais que passam por experiências terríveis como os dois exemplos citados acima. Nos dois casos, algumas pessoas ultrajadas atacaram os pais, pedindo sua prisão. E nos dois casos, as autoridades responsáveis examinaram as evidências e não acharam base para a punição dos pais. As empresas responsáveis (o parque zoológico no caso do gorila e a pousada operada pela Disney no caso do jacaré) tomaram previdências para evitar outros acidentes. Sua responsabilidade civil será determinada ainda em ações na justiça.

Da mesma maneira que entendemos que os pais devem proteger seus filhos, reconhecemos que não são perfeitos e nem capazes de proteção absoluta de todos os perigos. Antes de apontar um dedo acusatório para os pais traumatizados, precisamos lembrar das limitações de todos, até dos melhores pais. É correto ser prudentes, mas impossível garantir a segurança total dos filhos. O menino arrastado pelo gorila sobreviveu. O outro, arrastado pelo jacaré, foi morto apesar da coragem do pai que entrou na água e enfrentou o animal numa tentativa vã de resgatar seu filho.

Em casos assim, o julgamento condenatório do público está errado. Jesus nos avisou do perigo de julgar com hipocrisia, criticando o erro do outro e negando as nossas falhas (Mateus 7:1-5). Qual pai nunca tirou os olhos do seu filho por um instante? Qual mãe nunca viu seu filho cair e se machucar, sem conseguir agir a tempo para poupá-lo da dor do acidente? Acidentes acontecem. Pessoas erram sem intenção de machucar crianças ou outros. Não cabe a nós acrescentar ao sofrimento dos pais com ataques e condenação.

que os outros pais podem aproveitar dessas experiências tristes? Obviamente, devem ser cuidadosos e prudentes, mas não devem se achar capazes de proteger os filhos de todos os perigos. Acidentes acontecem. Viroses e bactérias existem. Crianças nascem com defeitos genéticos. Pessoas maldosas cometem crimes. Animais seguem seus instintos. Pais são humanos, e os melhores ainda não têm condições de manter seus filhos longes de todos os perigos.

É importante observar que a ênfase bíblica não está no papel dos pais em buscar a segurança física das crianças, e sim na educação espiritual dos filhos. Não podemos libertar nossos filhos da morte física, seja na infância ou na velhice, mas podemos mostrar o caminho para serem libertados da morte espiritual, consequência dos seus próprios pecados (Romanos 6:23; Efésios 2:1-7). Sejamos bons pais, procurando a saúde física dos nossos filhos e, mais ainda, seu bem espiritual e eterno.

-por Dennis Allan


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