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O Promotor de Justiça e o Gorila

No dia 28 de maio de 2016, os responsáveis no Parque Zoológico da cidade de Cincinnati, Ohio, EUA, tomaram a decisão de matar um gorila. Com um único tiro na cabeça, o magnificente animal caiu morto. Os fatos do caso foram divulgados nos jornais, e a história dominou as manchetes nos EUA e recebeu atenção internacional durante vários dias depois. 

Um menino de três anos conseguiu passar pela cerca de proteção e caiu na área do primata conhecido como Harambe, um macho de 17 anos de idade. Quando o gorila começou a arrastar a criança com violência, os funcionários do zoológico mataram o animal e resgataram o menino, que passa bem. Poucas horas depois, ativistas se mobilizaram, acusando os responsáveis de assassinato e clamando pela prisão deles e da mãe do menino. Os comentários mais extremos até pediram a morte dos pais da criança!

Depois de investigar o caso, o promotor de justiça do condado avisou no dia 06 de junho que a mãe não seria acusada de crime de negligência. Pretendo comentar sobre esse aspecto da decisão em outra ocasião. No presente artigo, quero destacar um comentário do promotor sobre a diferença entre um gorila e uma criança. Falando sobre essa distinção, o promotor Joe Deters disse do gorila: “... mas ainda é um animal. Ele não é igual à vida humana, e eles acreditaram que a vida do menino estava em jogo, e eles tomaram a decisão dolorida de fazer o que fizeram” (fonte: Lexington Herald-Leader, 07/06/2016).

Gosto de animais e sou a favor de práticas responsáveis de tratá-los bem. Mas fico feliz com as palavras do promotor Deters, pois ele reconheceu uma distinção que está ficando cada vez mais confusa no discurso público. Deters reconhece uma diferença fundamental entre vida humana e vida animal, e defende o princípio de priorizar a vida humana, mesmo se for necessário sacrificar um animal para proteger um ser humano.

Entendo que, por motivos de estudo científico, os biólogos classificam os seres humanos como animais (conforme a distinção comum entre o reino animal e o reino vegetal). Mas da perspectiva espiritual, existe uma diferença fundamental pronunciada pelo próprio Criador. Observamos alguns fatos das Escrituras:

(1) Deus mandou que o homem dominasse os animais: “. . . enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todo animal que rasteja pela terra” (Gênesis 1:28).

(2) Deus fez o homem ver que os animais não eram parecidos com o ser humano: “Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todos os animais do campo e todas as aves dos céus, trouxe-os ao homem, para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a todos os seres viventes, esse seria o nome deles. Deu nome o homem a todos os animais domésticos, às aves dos céus e a todos os animais selváticos; para o homem, todavia, não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea” (Gênesis 2:19-20).

(3) Algumas gerações depois, Deus especificamente autorizou que os homens matassem animais, mas não autorizou que matassem outros seres humanos (Gênesis 9:3-5). 

(4) O motivo dessa distinção é de grande importância: “porque Deus fez o homem segundo a sua imagem” (Gênesis 9:6). 

A morte do gorila Harambe foi triste, mas o promotor Deters acertou quando disse que era um animal. Os responsáveis no zoológico agiram com prudência e tomaram a difícil decisão de sacrificar um animal para salvar a vida de um ser humano. Não foi assassinato, e os intolerantes ativistas que proferem seu discurso de ódio contra as pessoas que tomaram essa decisão precisam rever seus valores. O gorila foi feito por Deus, mas o mesmo Criador claramente atribuiu mais valor à vida da criança. 

-por Dennis Allan


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