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Por Que Confrontar?

Mesmo em uma sociedade onde a maioria das pessoas convive pacificamente, há confrontos e conflitos de ideias em praticamente todas as áreas. Você quer falar sobre a causa e os efeitos do vírus Zika? Alguém irá discordar das suas opiniões. Você tem opiniões sobre a educação de crianças e jovens? Outros discordam. Quer expressar suas opiniões sobre a política? Não importa a sua posição, muitos discordarão!

Para manter boas relações com os outros, alguns seguem o velho ditado: “Futebol, política e religião não se discutem”, acreditando que a boa educação significa não tocar em assuntos polêmicos em contextos sociais. Outros defendem suas posições com veemência, até abertamente ofendendo os outros.

A minha preocupação não é com o futebol nem com a política, e sim com a religião. E quando se trata de questões espirituais, devemos nos espelhar em Jesus Cristo e seus apóstolos, e não nos líderes político-religiosos que dominam as manchetes nos dias de hoje. Quando olhamos para o ensino e o exemplo do Senhor Jesus, encontramos respostas para algumas perguntas importantes sobre os confrontos religiosos, entre elas: (1) Devemos confrontar crenças diferentes? (2) Quais são os objetivos válidos de confrontos religiosos? (3) Quem determina o certo e errado quando há divergências? Como o propósito desses estudos é esclarecer ensinamentos bíblicos, procuraremos respostas a essas perguntas nas Escrituras, ou seja, nos ensinamentos transmitidos por Jesus e seus servos na Bíblia.

(1) Devemos confrontar crenças diferentes? O Novo Testamento defende a busca de paz entre pessoas (Romanos 12:18). O próprio Jesus alertou sobre o perigo de julgamentos condenatórios e hipócritas (Mateus 7:1). Mas um estudo equilibrado das Escrituras mostra que Jesus e seus servos abertamente confrontavam crenças diferentes. Ao contrário da tolerância pluralista que domina em nossa sociedade pós-moderna, a abordagem de Jesus foi de confrontar os defensores de crenças diferentes. Cristo acreditou na verdade objetiva que ele mesmo representava na sua vida e no seu ensinamento (João 8:32; 14:6), e sempre defendia a autoridade do mandamento divino acima de qualquer interpretação ou tradição humana (Mateus 15:3). Jesus falou com autoridade divina e não cedeu às interpretações populares (Mateus 5:21-22,27-28, 31-32, 33-34, 38-39, 43-44). Seus confrontos mais severos, fortes críticas dos mais respeitados líderes religiosos, foram registrados em Mateus 23. Seguidores de Jesus, necessariamente, confrontam crenças diferentes. A pregação apostólica claramente identificava pontos de divergência e desafiava os ouvintes a abandonarem suas ideias para se alinharem com a vontade divina (Atos 2:22-23,36; 3:13-15; 14:11-18; 15:1-2; 17:29-31).

(2) Quais são os objetivos válidos de confrontos religiosos? O problema não é discordar ou discutir diferenças, mas muitos entram em tais debates com motivos e comportamentos que não convêm, se a intenção for imitar o exemplo de Jesus. Quando pessoas religiosas discutem com o objetivo de meramente provar que têm razão, desrespeitando e ridicularizando seus adversários, demonstram um espírito partidário e ambicioso detestável. Jesus e seus apóstolos não confrontavam os outros para ganhar debates; eles queriam ganhar almas! Uma análise dos debates religiosos no Novo Testamento demonstra dois aspectos desse objetivo principal: (a) Discutiam para persuadir as pessoas que discordavam e trazer essas pessoas a Jesus (considere, dessa perspectiva, as citações acima do livro de Atos); (b) Discutiam para mostrar o erro de pessoas influentes e proteger os incautos (leia os comentários que Jesus fez às multidões em Mateus 23:1-12 antes de censurar os escribas e fariseus nos versículos seguintes). Podemos e devemos discutir diferenças espirituais, mas sempre com o objetivo verdadeiro de trazer pessoas a Jesus.

(3) Quem determina o certo e errado quando há divergências? O padrão não é a opinião majoritária, e muito menos os sentimentos do indivíduo. O único padrão para distinguir entre certo e errado é a vontade divina revelada nas Escrituras. Devemos julgar todas as coisas e distinguir entre o bom e o mal (1 Tessalonicenses 5:21-22), sempre cientes das palavras de Jesus Cristo: “Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia” (João 12:48). A palavra final não é minha nem sua. Jesus, que exerce toda autoridade (Mateus 28:18), tem a palavra final. Por isso, a voz do Pai diz: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi” (Mateus 17:5).

-por Dennis Allan


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