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Seis Avisos Divinos

O profeta Isaías, um dos mais conhecidos da história do povo judeu, foi ativo no final do oitavo século antes de Cristo. O pano de fundo das suas mensagens foi a queda da nação do Norte (Israel) à Assíria. Isaías usou a causa perdida de Israel para chamar sua irmã ao sul, a nação de Judá, ao arrependimento. Enquanto Judá havia cometido muitos dos mesmos pecados que levaram à destruição de Israel, ainda houve a possibilidade desse povo se arrepender e voltar para o Senhor. Mas, teriam de corrigir condutas erradas e evitar procedimentos que provocavam a ira de Deus.

Em Isaías capítulo 5, o profeta apresenta uma série de seis ais (avisos) sobre atitudes que trariam o castigo divino contra o povo. Os princípios apresentados nesses avisos servem para nos alertar sobre condutas perigosas dignas do julgamento divino. Os sábios aprendem dessas palavras escritas mais de 2.700 anos atrás. Consideremos os avisos contra:

(1) Os que praticam a injustiça e não respeitam os direitos dos outros (Isaías 5:8-10). Quando ele fala de ajuntar casas e campos e ficar como os únicos moradores no meio da terra, Isaías trata de práticas claramente proibidas pela Lei do Antigo Testamento, que governava os judeus. O patrimônio de uma família não podia ser vendido ou tomado por outra. Hoje, Deus permite a compra e venda de terrenos e casas, mas não temos o direito de simplesmente tomar propriedades que não nos pertencem.

(2) Os que vivem festejando e não dão importância a Deus (Isaías 5:11-17). Isaías condenou as pessoas que viviam curtindo a vida, bebendo e se divertindo, sem considerarem as grandes obras do Senhor. Isaías escreveu três séculos antes de surgir a filosofia formal do hedonismo, que considera a busca do prazer a principal motivadora e maior objetivo da vida humana, mas ele claramente refuta qualquer filosofia que eleva o prazer humano acima do serviço a Deus. O homem vive para temer e obedecer a Deus, não para satisfazer todos os seus próprios desejos (Eclesiastes 12:13).

(3) Os malfeitores arrogantes que não acreditam no julgamento divino (Isaías 5:18-19). Isaías descreve pessoas que buscam a injustiça e o pecado e desafiam o próprio Senhor, efetivamente negando o conceito da justiça de Deus. Quantos ateus têm desafiado seu Criador com palavras como: “Se Deus existe, peço que ele me mate agora”? Podemos ignorar e negar as abundantes evidências de um Criador inteligente e benéfico, mas a insensatez dos nossos raciocínios limitados não altera os fatos. Todos que vivem negando a existência de Deus e seu poder de ver e julgar seus atos ainda terão de encarar seu Criador (Salmo 53:1-2).

(4) Os que invertem os princípios de Deus para justificar o pecado e condenar o bem (Isaías 5:20). Nossa cultura reflete exatamente a atitude que Isaías condenou. Pessoas que pervertem a ordem moral estabelecida por Deus recebem apoio popular, e aqueles que fazem como Isaías e defendem os princípios revelados pelo eterno Deus recebem fortes críticas.

(5) Os que se acham sábios (Isaías 5:21). O problema fundamental da rejeição da vontade de Deus é a arrogante exaltação do raciocínio humano. Argumentos filosóficos são inventados e reproduzidos para convencer outros que Deus não existe e que seus preceitos não têm importância nenhuma. Palavras persuasivas de um homem ou outro servem para rejeitar as evidências apresentadas e defendidas por centenas de testemunhas ao longo de séculos. A arrogância humana luta contra a necessidade da humilde submissão à vontade do Ser Superior que nos criou.

(6) Os que são exaltados por sua perversidade (Isaías 5:22). Uma sociedade que trata como corajosos heróis aqueles que se entregam às suas próprias vontades, rejeitando os princípios morais que governam o homem desde sua criação está destinada ao mesmo triste declínio que Deus reservou para Israel e Judá. Fazer o que eu quero não demonstra nenhuma integridade ou caráter. Exercer autodomínio e subordinar a minha vontade aos interesses dos outros, e especialmente à vontade de Deus, demonstra caráter.

Quando Isaías profetizou 700 anos antes de Cristo, seu povo errava gravemente e caminhava para a destruição. A nossa sociedade faria bem se ouvisse os avisos que ele deu. Precisamos voltar para o nosso Criador!

-por Dennis Allan


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