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O Sapo na Piscina

Eu sei muito pouco sobre piscinas, e não muito mais sobre sapos. Presenciei, porém, uma cena que ilustrou algumas lições bem práticas.

Um homem foi limpar uma piscina cedinho e encontrou um sapinho nadando na água. Fiquei observando o comportamento do pequeno animal, refletindo sobre as comparações com o procedimento humano.

Como o sapo chegou lá? Sapos podem nadar bem, mas não vivem na água, e uma piscina tratada com cloro e outras químicas certamente não seria seu habitat normal. É provável que o sapo tenha sido atraído por algum inseto perto da borda da piscina e, pensando em uma boa refeição noturna, caiu sem querer na água. Da mesma forma, caímos no pecado por causa de atrações momentâneas sem perceber as reais consequências dos nossos atos. Paulo disse: “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1 Coríntios 10:12).

Por que não ficar? Se um sapo tivesse raciocínio humano, poderíamos imaginar seus pensamentos depois de cair na água. Sem perceber a nocividade das químicas acrescentadas pelo dono da piscina, poderia nadar à vontade. Quantos sapos têm o prazer de nadar em dezenas de milhares de litros de água onde não há predadores? Quando eu vi o sapo, ele parecia gostar do ambiente. Estava nadando ao redor da borda, às vezes mergulhando e voltando à superfície. Quem diz que o pecado não oferece prazer e uma sensação de liberdade está mentindo! Os prazeres são transitórios, mas existem (Hebreus 11:25). Quem seduz o outro ao pecado promete a liberdade (2 Pedro 2:18-19).

Por que procurar sair? Observando o sapinho dando suas voltas, percebi que estava procurando, sem sucesso, uma saída. O nível da água estava uns 15 centímetros abaixo da borda, e a parede da piscina era lisa. Ele pode até pular bem na terra firme, mas não conseguia se impelir para cima e sair da água. Ele precisou de ajuda para corrigir seu erro de cair na piscina. O homem que limpava a piscina estava na posição certa para resgatar o sapo. Da sua perspectiva fora da piscina, ele viu o problema e percebeu uma maneira simples de ajudar. Foi pegar uma peneira com cabo comprido para resgatar o sapo. “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado” (Gálatas 6:1).

Nas primeiras tentativas de resgate, o sapo não aceitou a ajuda! A cena ficou interessante quando o homem começou a agir a favor do sapo. Ele tentou pegar o bichinho com a peneira, mas o sapo fugiu! Nadou mais rápido e fez uma manobra evasiva para não ser pego. O homem persistiu, usando uma abordagem diferente, e pegou o sapo na peneira. Quando levantou a peneira da piscina, o sapo pulou, e caiu novamente na água! O sapo achou o remédio pior do que a doença, pois aquela peneira privou o animal da sua liberdade. A pessoa mergulhada no pecado nem sempre aceita ajuda. Pode achar a água da piscina (pecado) bem agradável. Pode não perceber o perigo. Pode considerar o remédio, as orientações e limitações definidas por Deus, regras impostas que tiram a liberdade. Muitas vezes, o pecador se engana com a confiança irrealista de poder sair sozinho na hora que quiser. Quantos viciados enganam a si mesmos cantando o mesmo refrão: “Posso parar quando eu quiser”? Jesus falou da necessidade de múltiplas tentativas para corrigir o pecador. Ele instruiu que ofensas pessoais sejam abordadas em particular, mas mandou envolver outros se for necessário para trazer o ofensor ao arrependimento (Mateus 18:15-17).

Com a ajuda persistente do homem, o sapo foi resgatado. Na terceira tentativa, o homem conseguiu tirar o sapo da água e devolvê-lo para seu habitat normal, a terra firme. Enquanto o sapo vive em um mundo onde é exposto à água, foi feito para viver bem na terra. O homem vive em um mundo onde é exposto ao pecado, mas foi feito para viver bem na presença de Deus, longe da iniquidade. Se não aceitarmos a ajuda que vem de cima, morreremos no pecado!

Todos nós somos atraídos pelo pecado. Precisamos perceber o perigo, controlar os nossos desejos e lutar para não sermos vencidos pelo erro: “...cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tiago 1:14-15).

-por Dennis Allan