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Boas Intenções Não Bastam: O Caso de Uzá

Boas intenções são importantes. É comum desculpar o erro de uma criança, ou até de um adulto, quando percebemos as boas intenções. Deus deseja nossas boas intenções, a adoração e serviço dados a ele por causa do nosso amor. Jesus falou do amor e obediência como fundamentos da comunhão com Deus: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada. Quem não me ama não guarda as minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai, que me enviou” (João 14:23-24).

Há um perigo enorme, porém, em tentar divorciar o amor da obediência. Quando alegamos boas intenções e amor para com o Senhor, mas nos mostramos negligentes na questão de conhecer e obedecer a sua palavra, corremos um sério risco de sermos rejeitados por Deus. Um exemplo do reinado de Davi em Israel serve para nos instruir sobre esse perigo.

Davi, o segundo rei de Israel, era um homem profundamente espiritual. Ele escreveu mais do que a metade do livro de Salmos, o hinário principal usado na adoração a Deus pelos judeus do Antigo Testamento. As mensagens comunicadas nesses poemas refletem sua vontade de estar perto do Senhor, sempre em comunhão com seu Criador.

Foi esse desejo que motivou Davi a levar a arca da aliança a Jerusalém. O móvel mais sagrado de Israel foi levado pelos filisteus em uma batalha décadas antes. Depois de poucos meses, eles devolveram a arca, mas ela ficou guardada na cidade de Quiriate-Jearim. Davi queria restaurar a arca a seu devido lugar, no centro de adoração. Ele convenceu os israelitas da importância de levar a arca à cidade escolhida por Deus, Jerusalém: “Então, toda a congregação concordou em que assim se fizesse; porque isso pareceu justo aos olhos de todo o povo” (1 Crônicas 13:4).

Foi em clima de grande celebração que Davi e a nação de Israel buscaram a arca. Foram para a casa de Abinadabe, onde a arca foi abrigada durante mais de uma geração. Colocaram a arca em um carro de bois e partiram para Jerusalém. Uzá e Alô, filhos de Abinadabe, guiaram o carro.

Nisso, Davi e os israelitas já estavam desobedecendo às ordens do Senhor, mas Deus foi paciente. Conforme a lei dada a Moisés, a arca seria carregada sobre os ombros por uma família específica de levitas, e jamais levada em uma carroça. No caminho, os bois tropeçaram e Uzá estendeu a mão para segurar a arca. É difícil interpretar o ato desse homem, no contexto da alegria e louvor daquele dia, como algo mal-intencionado. Como deixaria o móvel mais importante de Israel cair no chão?

Deus matou Uzá na hora.

A história é relatada em dois livros do Antigo Testamento (1 Crônicas 13 e 2 Samuel 6). A lição é dura, até chocante, mas importante. Deus não revelou sua vontade para o homem ignorá-la. Embora nada no contexto sugira más intenções ou pecado deliberado, o fato de agir de uma forma diferente das instruções dadas por Deus já caracteriza pecado, uma transgressão digna de morte. O apóstolo Paulo nos lembrou, mil anos depois desse acontecimento, que “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Sejam erros cometidos de propósito ou falhas de ignorância e omissão, atos de desobediência a Deus trazem consequências graves. Deus não brinca com o pecado, e nós não devemos ignorar suas orientações.

A morte de Uzá deixou Davi e os outros israelitas tristes e desnorteados. Não entenderam o motivo dessa demonstração da ira divina. Depois da morte de Uzá, fizeram o que deveriam ter feito antes: examinaram as Escrituras! Davi descobriu o que Deus havia ordenado 400 anos antes: “Ninguém pode levar a arca de Deus, senão os levitas” (1 Crônicas 15:2). Chamou os levitas para cumprirem sua responsabilidade e comentou: “Pois, visto que não a levastes na primeira vez, o SENHOR, nosso Deus, irrompeu contra nós, porque, então, não o buscamos, segundo nos fora ordenado” (1 Crônicas 15:13).

A arca da aliança, a lei dada no monte Sinai e o reinado de Davi já serviram seus propósitos e não fazem mais parte do nosso serviço ao Senhor, mas a lição sobre a importância de conhecer e obedecer a vontade de Deus continua valendo. Vamos aprender o que Deus ensinou!

-por Dennis Allan


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