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Uma Mensagem Digna de Preservação

Em nossa época de acesso imediato a informações quase infinitas, lutamos para selecionar o que merece atenção. Dividimos listas de e-mails em categorias para priorizar o que importa e evitar tempo desperdiçado em mensagens sem valor. Quase ninguém toma tempo para ler cada palavra que aparece na tela de um computador, nas correspondências entregues pelos correios ou nos jornais e revistas que entram na sua casa. No meio de tantas informações, porém, descobrimos algumas joias que merecem ser guardadas e consultadas outras vezes, e fazemos questão de arquivar e preservar esses dados.

Muitas mensagens foram escritas na antiguidade. Historiadores escreveram sobre guerras e reis. Poetas publicaram seus trabalhos. Filósofos registraram seus pensamentos para seus alunos e outros. Os autores antigos, porém, não tinham meios eletrônicos para preservar e divulgar suas obras. Antes da invenção da imprensa por Gutenberg (no século 15), todo o trabalho de publicar, preservar e transmitir livros foi feito à mão. Obras importantes dignas de preservação foram copiados no seu idioma original (esses documentos são chamados manuscritos). Conforme a demanda para os mesmos textos em outros idiomas, traduções (versões) foram feitas e, por sua vez, copiadas à mão. Durante os últimos 500 anos, os processos mecânicos e, em tempos ainda mais recentes, eletrônicos, têm facilitado a preservação e divulgação de textos.

Dessa maneira, algumas das obras da antiguidade foram preservadas para nosso uso. Das obras clássicas, os manuscritos mais antigos geralmente foram copiados 500 anos ou mais depois das obras originais. Existem 10 manuscritos ou menos das obras antigas de autores como Aristóteles, Plínio, Heródoto e Tácito. A Ilíada de Homero é uma exceção notável, com mais de 600 manuscritos preservados. Com esta base textual, as obras clássicas são objetos de estudo em escolas e universidades, e seus autores são frequentemente citados por autores atuais.

A Bíblia está em uma categoria à parte, preservada muito melhor do que qualquer outro texto da época. Até agora, foram encontrados quase 6.000 manuscritos gregos e dezenas de milhares de versões em latim e outros idiomas. Enquanto as cópias de outras obras datam de 500 anos ou mais depois da sua autoria, as cópias mais antigas que possuímos de textos bíblicos foram feitas apenas décadas depois dos originais. O trabalho árduo de crítica textual demonstra o índice altíssimo de concordância entre milhares de manuscritos e versões. Há variações onde uma pessoa trocou a ordem de palavras ou outra pulou uma linha ou copiou um trechinho no lugar errado. Mesmo as diferenças maiores encontradas nessas comparações não afetam nenhuma questão doutrinária, pois outros textos servem para esclarecer as dúvidas.

A excelente qualidade e a grande quantidade de cópias das Escrituras não devem nos surpreender, pois os próprios textos bíblicos falam da sua preservação e circulação. Consideremos o processo de revelar e preservar os textos do Novo Testamento. Jesus se apresentou aos homens (João 1:14; 1 Timóteo 3:16), mas não deixou registro escrito por sua própria mão. Ele pretendia que suas palavras fossem preservadas, porém, pois disse que serviriam como a base do julgamento de todos (João 12:48). Por isso, ele enviou o Espírito Santo para guiar os apóstolos (João 14:25-26), e estes levaram a palavra eterna ao mundo (1 Pedro 1:25; Hebreus 2:3-4; Colossenses 1:23).

Os apóstolos e outros escreveram relatos das coisas que viram e das mensagens comunicadas por Jesus e pelo Espírito Santo (Lucas 1:1-2; 1 João 1:1-3). Há uma ênfase inegável na autoridade da palavra dos apóstolos, como testemunhas oculares (Lucas 24:48; Atos 1:8; 1 Coríntios 9:1; Hebreus 2:3-4; 2 Pedro 1:16-21). A transmissão da palavra para gerações posteriores dependia dos registros escritos, não de outras revelações, nem da sucessão de autoridade humana (2 Pedro 1:3-4,12-15). Os registros escritos foram circulados imediatamente (Lucas 1:1-2; Colossenses 4:16), e foram vistos como Escrituras na mesma época em que foram escritos (2 Pedro 3:15-16; 1 Timóteo 5:18, comparado com Lucas 10:7). Os cristãos nas próximas gerações valorizavam essas mensagens: liam, estudavam, copiavam, divulgavam e preservavam os textos escritos pelos apóstolos e profetas do primeiro século.

Somos imensamente privilegiados em ter acesso fácil às mensagens comunicadas por Deus aos homens!

-por Dennis Allan


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