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O Significado do Natal (2)

Com o propósito de separar os fatos apresentados na Bíblia das tradições desenvolvidas por homens ao longo de séculos, continuamos o nosso estudo das informações bíblicas sobre o nascimento e a infância de Jesus. No artigo anterior, observamos os fatos dos anúncios por anjos a Maria e José, do nascimento de Jesus em Belém e dos acontecimentos do início da sua vida em forma humana.

Observemos mais alguns fatos dos primeiros anos da vida de Jesus na terra. Os detalhes se encontram nos primeiros capítulos de Mateus e Lucas.

Depois de quarenta dias, José e Maria levaram Jesus a Jerusalém. Conforme as leis do Antigo Testamento, Maria entrou no templo com um sacrifício e oferta para o ritual da sua purificação. O que ela ofereceu confirma o nosso entendimento da pobreza dos pais de Jesus. Maria e José foram escolhidos e abençoados ricamente por Deus, mas não com bens materiais. Deus não mandou seu único filho para uma família de ricos e nobres. Apesar das doutrinas distorcidas que dominam em muitas igrejas hoje, a prosperidade material nem sempre acompanha a fidelidade espiritual. Nada nas Escrituras sugere que Jesus ou seus pais tenham sido materialmente prósperos. Pelo contrário, o relato bíblico mostra que os pais de Jesus eram pobres.

Lucas destaca dois encontros especiais nessa visita a Jerusalém. Um homem chamado Simeão afirmou que Jesus veio em cumprimento dos planos de Deus de oferecer salvação até para as outras nações. Ana, uma viúva idosa, agradeceu a Deus e saiu falando para os outros sobre Jesus.

Mateus registra uma história que Lucas omite do seu relato. A família de José, Maria e Jesus ainda permaneceu um bom tempo, talvez até dois anos, em Belém. Foi durante esse tempo, e não na noite do seu nascimento, que Jesus recebeu a visita de magos do Oriente. As apresentações comuns dos presépios natalinos não refletem os fatos bíblicos. Quando os magos chegaram, Jesus estava em uma casa. O número de magos e seus nomes são invenções tradicionais sem base nas Escrituras. Sabemos que deram três tipos de presentes, mas a Bíblia simplesmente não fala o número nem os nomes desses visitantes. Herodes, enciumado depois de receber a notícia do nascimento de Jesus, mandou matar os meninos de Belém de dois anos para baixo. Desse fato deduzimos que a visita dos magos aconteceu durante os primeiros dois anos da vida de Jesus.

Jesus não foi vítima da matança em Belém porque José obedeceu a orientação de um anjo e levou sua família para o Egito. Permaneceram no Egito até a morte de Herodes o Grande. Historiadores datam sua morte no ano 4 a.C., que é um dos motivos de variações nas datas dadas para o nascimento de Jesus.

Observemos aqui mais um fato interessante. Não sabemos o ano do nascimento de Jesus, e muito menos o mês e dia. A data de comemorações comuns, dia 25 de dezembro, foi escolhida séculos depois. O processo envolveu questões políticas e religiosas. Não existe nem um versículo sequer na Bíblia que sugere a data específica do nascimento de Jesus, e nenhuma passagem que institui uma comemoração especial do dia.

Da mesma maneira que a data e a ideia de uma comemoração especial do nascimento de Jesus vêm de tradições humanas, e não das Escrituras, os costumes natalinos surgiram ao longo dos séculos. Historiadores demonstram diversas influências, entre elas práticas de outras religiões e costumes culturais de vários países. Nas discussões sobre as origens da árvore de natal ou da figura popularmente conhecida como Papai Noel, podemos ouvir diversas opiniões e explicações, mas um fato fica evidente: tais costumes não vêm das Escrituras.

O dia 25 de dezembro é, para algumas pessoas, um dia de significado espiritual especial. Para outras, um dia de lucro financeiro. Ainda outros o comemoram como um feriado e oportunidade de estar com família. Para algumas pessoas, é apenas mais um dia no calendário.

Esse dia não recebe destaque bíblico, mas o nascimento, a vida, a morte e a ressurreição de Jesus são fundamentais na fé de todos os cristãos. Vamos manter o foco no Salvador e honrá-lo como ele pede e merece: “... a ele, a glória e o domínio pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 1:6).

-por Dennis Allan


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