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Entre o Mar e o Rio

Algumas das histórias mais importantes e instrutivas na Bíblia aconteceram entre o Mar Vermelho e o Rio Jordão. Conduzidos por Moisés, o líder escolhido por Deus, os israelitas foram libertados da escravidão no Egito quando atravessaram o Mar Vermelho. Quarenta anos depois, Josué terminou a missão que Moisés começou quando guiou o mesmo povo através do Rio Jordão para entrar na terra que Deus prometera aos descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. A história desse período ocupa a maior parte de quatro livros do Antigo Testamento, e diversos outros textos bíblicos utilizam exemplos dos anos no deserto para ensinar todos que vêm depois.

Um dos trechos mais claros se encontra em 1 Coríntios 10:1-13. Paulo, autor do livro, começa com a história dos israelitas sendo salvos na passagem pelo mar. Ele compara esse evento com o batismo. No ensinamento de Jesus, o batismo de uma pessoa que confessa sua fé e decide deixar o pecado é o meio usado pelo Senhor para estender perdão. Ele disse: “Quem crer e for batizado será salvo” (Marcos 16:16). Deus tirou os israelitas da escravidão aos egípcios, como ele ainda oferece libertação do pecado. O próprio Paulo ouvira as instruções de Ananias anos antes: “Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dele” (Atos 22:16).

Como a passagem pelo Mar Vermelho representa a saída do pecado na vida de cada um que se converte ao Senhor, a passagem pelo Rio Jordão prefigura a entrada na “terra prometida”, a vida eterna na presença celestial de Deus. O texto de 1 Coríntios, citado acima, focaliza o tempo entre a conversão e a eternidade, ou seja, a vida terrestre do cristão.

O que aconteceu depois dos israelitas saírem do Egito? Apesar do constante apoio espiritual que receberam de Cristo (1 Coríntios 10:3-4), a maioria dos hebreus se rebelou contra o Senhor e nunca alcançou seu destino de Canaã. O objetivo da mensagem de Paulo, em contar a história dos israelitas, foi avisar sobre o perigo dos cristãos agirem da mesma maneira. Há o risco real de se desviar e abandonar seu caminho. Paulo mostra que as tentações que ameaçam os seguidores de Jesus são as mesmas que impediram a chegada da maioria dos israelitas à terra prometida: “Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram” (1 Coríntios 10:6).

O apóstolo continua seu ensinamento com advertências sobre algumas coisas que devem ser evitadas por todos que servem o Senhor (1 Coríntios 10:7-10):

Praticar Idolatria. Um dos maiores problemas dos israelitas durante séculos, a idolatria é a colocação de outra pessoa ou até coisa no lugar de Deus. A adoração de imagens, estrelas, árvores, animais, homens, anjos ou qualquer outra coisa criada significa a rejeição do Criador, um pecado gravíssimo. Apesar da salvação que Deus deu aos escravos hebreus, viraram contra o Senhor poucos dias depois de saírem do Egito.

Cometer Imoralidade. Os escravos resgatados das mãos do rei do Egito pertenciam ao Senhor. O cristão, resgatado da condenação dos seus próprios pecados, foi comprado por Deus e pertence a ele. A imoralidade sexual é uma afronta contra Deus, porque não somos donos dos nossos próprios corpos (1 Coríntios 6:18-20).

Testar Deus. De várias maneiras, os israelitas puseram Deus à prova no deserto. O exemplo específico que Paulo cita foi um caso de desespero no qual o povo ficou impaciente na sua circunstância e falou contra Deus. Mesmo quando não entendemos os planos de Deus e não recebemos respostas imediatas ou favoráveis às nossas petições, jamais devemos blasfemá-lo.

Murmurar. É comum reclamar sobre circunstâncias e dificuldades. Os israelitas falaram contra seus líderes humanos, mas foram muito além desse erro quando murmuraram contra o próprio Senhor. É fácil, mas terrivelmente perigoso, apontar um dedo acusatório para o céu. O pecado de murmurar contra Deus está incluído aqui com outros pecados como idolatria e imoralidade. Nunca devemos reclamar contra Deus.

Depois de sair do pecado e antes de chegar à vida eterna, atravessamos o deserto de tentações. Devemos manter o foco no serviço a Deus para sermos aceitos por ele no descanso eterno.

-por Dennis Allan


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