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A Carta de Jesus para uma Igreja Pobre e Rica

Quando ele revelou a mensagem que João registrou no livro do Apocalipse, Jesus mostrou que ele vivia no meio das suas igrejas (Apocalipse 1:12,13,20). Em cada uma das sete cartas contidas nos capítulos 2 e 3 desse livro, ele afirmou seu conhecimento íntimo da vida daqueles grupos de seguidores (Apocalipse 2:2,9,13,19; 3:1,8,15). A ideia desse conhecimento divino das obras humanas pode ser confortante ou assustadora! Para a igreja em Esmirna, foi extremamente confortante.

A maioria das sete cartas do Apocalipse incluem críticas dos maus procedimentos e até ameaças das consequências se não tiver arrependimento. A carta à igreja de Esmirna, porém, é uma mensagem positiva e consoladora. Leia Apocalipse 2:8-11.

Antes de falar sobre a igreja, Jesus falou de si, tirando as características já citadas na sua apresentação no capítulo 1. Ele se identificou como “o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver” (Apocalipse 2:8). Mesmo enfrentando provações difíceis, os cristãos de Esmirna achariam conforto em lembrarem que Jesus é eterno e que nem a morte exerce poder sobre ele. Quem permanecesse firme na sua dedicação a Cristo não seria vencido pela morte.

A circunstância da igreja de Esmirna chama a nossa atenção, e corrige conceitos comuns, mas errados, do nosso dia a dia. Pessoas carnais até em posições de influência religiosa tratam a prosperidade e a falta de sofrimento nessa vida como provas da comunhão com Deus. Utilizam frases como “Pare de Sofrer” para chamar pessoas a encherem seus cofres, e ousadamente defendem sua teologia da prosperidade. Tratam como bênçãos de Deus qualquer avanço financeiro, mesmo quando alcançado por meios desonestos, e desprezam como amaldiçoadas por Satanás as pessoas que vivem na pobreza ou doença. Do primeiro ao último livro da Bíblia, a teologia da prosperidade é reprovada como uma doutrina falsa e perniciosa. A carta à igreja de Esmirna é apenas um exemplo dessa reprovação divina das distorções de homens gananciosos.

A igreja de Esmirna sofria! Jesus viu sua tribulação e pobreza. Ouviu as pessoas difamando seus servos em Esmirna. Mesmo quando essas pessoas se apresentavam como os escolhidos de Deus, ele disse que eram sinagoga de Satanás!

A verdadeira mensagem de Jesus para aquele povo atribulado não era uma promessa de acabar já com seu sofrimento. Ele não mandou trazer dízimos para serem libertados da agonia. Pelo contrário, ele garantiu que passariam por outras tribulações, inclusive prisão e ameaças de morte!

Os influentes líderes das grandes igrejas que, hoje, crescem e se enriquecem na base da teologia da prosperidade teriam lugar em Esmirna? Os seguidores desses pregadores, pessoas que priorizam sua procura por livramento das suas dívidas e doenças, seriam aprovados como foram os cristãos em Esmirna?

Jesus e seus verdadeiros seguidores não focalizam as circunstâncias terrestres. Ter ou não dinheiro não importa. Sofrer doença ou gozar perfeita saúde física não faz grande diferença. A perspectiva eterna transcende essas preocupações mundanas. Duas frases de Jesus na carta à igreja em Esmirna nos convidam a participar dessa perspectiva eterna: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” e “O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte” (Apocalipse 2:10,11). Pode perder esta vida, mas teria a confiança da vida eterna com o Senhor!

Como é que Jesus, aquele que vê tudo, enxergou a igreja de Esmirna? Ele viu sua pobreza e sofrimento? Sim, e mostrou compaixão por seus fiéis. Mas ele não viu as circunstâncias físicas desses servos sofredores como uma característica espiritual. Eram pobres, sim, mas para Jesus, eram ricos! Sua prosperidade espiritual pesava muito mais para Deus.

Pare de sofrer? Seria muito melhor olhar para o exemplo de Esmirna e dizer: Pare de se preocupar com as circunstâncias dessa vida. Seja fiel até à morte, e receberá a coroa da vida!

-por Dennis Allan


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