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Jesus no Deserto: Quarenta Dias de Tentações

Jesus foi tentado no deserto por 40 dias. Os registros do evangelho segundo Mateus, Marcos e Lucas relatam essa experiência importante, que serve para nos instruir em vários fatos de grande valor prático.

Lucas diz que Jesus tinha cerca de 30 anos de idade quando enfrentou essas tentações (Lucas 3:23). Em todos os registros, esse tempo no deserto foi logo depois do batismo de Jesus e pouco antes de ele começar seu ministério público. 

Embora o batismo de Jesus cumpriu propósitos diferentes dos do batismo que ele exige daqueles que se convertem a ele, ainda há uma mensagem de proveito aqui. Logo que Jesus foi batizado, o Adversário o atacou com todo o seu arsenal! Mateus e Lucas destacam três tentações específicas, mas não sugerem que fossem as únicas. Sabemos que Jesus enfrentou muitas outras tentações antes, durante e depois desse tempo no deserto. Nesse momento no qual Jesus se preparou para os primeiros passos no seu trabalho público, o diabo o viu como vulnerável. Jesus até aumentou a vantagem de Satanás quando passou por quarenta dias de jejum: “Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome” (Lucas 4:2). Da mesma maneira, o diabo ataca os recém-convertidos. Logo que uma pessoa toma a decisão de se arrepender e buscar perdão pelos pecados por meio do batismo (Atos 2:38; 22:16), Satanás ataca. É mais fácil arrastar de volta para o mundo uma pessoa que acabou de sair do que uma pessoa enraizada e fortificada na mensagem do evangelho.

As tentações apelaram a diversos aspectos da pessoa e sua circunstância.

Jesus estava com fome, então o diabo lhe ofereceu uma maneira para satisfazer sua fome: “Se és o Filho de Deus, manda que esta pedra se transforme em pão” (Lucas 4:3). Mas a questão é maior do que desconforto físico. Quando Jesus foi batizado, o Pai declarou que ele era, de fato, seu Filho (Lucas 3:21-22). As palavras do diabo podem mostrar a intenção de questionar sua posição como Filho, ou de duvidar a bondade do Pai para com o Filho. Além disso, Satanás sugeriu que Jesus empregasse seu poder divino para benefício próprio, diferente do uso normal do seu poder para ajudar e ensinar aos outros.

Jesus encarava uma missão difícil, e o diabo ofereceu um atalho menos doloroso. Profecias do Antigo Testamento esboçaram claramente o plano de Deus que Jesus reinasse sobre as nações (Salmo 2:6-9; Daniel 7:13-14 etc.), mas ele passaria pelo sofrimento da vida e morte aqui na terra antes de ser exaltado ao trono celestial. O diabo ofereceu para o Senhor domínio sobre as nações sem passar pelo sofrimento da cruz. Ele mostrou os reinos do mundo e disse: “Dar-te-ei toda esta autoridade e a glória destes reinos, porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser. Portanto, se prostrado me adorares, toda será tua” (Lucas 4:6-7). Jesus poderia reinar sem morrer! Seria possível se ele acreditasse no diabo e não no Pai, e se ele adorasse Satanás! Cristo foi firme e convicto na sua resposta: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto” (Lucas 4:8).

Jesus precisava da confiança no Pai para prosseguir na sua missão. Na terceira tentação, o diabo questionou novamente essa confiança. Levou Jesus ao pináculo do templo e disse: “Se és o Filho de Deus, atira-te daqui abaixo” (Lucas 4:9). Cristo confiaria nas promessas do Pai de protegê-lo? De fato, Jesus confiou tanto no Pai que recusou duvidar ou testar a sua fidelidade: “Não tentarás o Senhor, teu Deus” (Lucas 4:12).

 

Jesus suportou as tentações, não somente naqueles dias no deserto, mas ao longo da sua vida aqui na terra. Ele teria de enfrentar outras provações, mas já demonstrou seu caráter e determinação de agradar ao Pai em tudo. Anjos chegaram para servir Jesus (Mateus 4:11), e ele saiu do deserto determinado a prosseguir na sua missão de oferecer a salvação para o mundo. Ele venceu o pecado no deserto, no seu ministério, e no triunfo na cruz. Jesus “...foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hebreus 4:15). Com sua vitória sobre o pecado, ele se qualificou para ser nosso Redentor.

-por Dennis Allan


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