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O Perdão: Quatro Perspectivas

O poeta britânico Alexander Pope melhorou um provérbio latino quando escreveu, em 1711, “Errar é humano. Perdoar, divino”. O conceito do perdão é fundamental na doutrina bíblica e na vida humana. Se fôssemos todos perfeitos e habitantes de um mundo perfeito, não teria lugar para o perdão. Para manter relacionamentos que envolvem pessoas que erram, porém, o perdão se torna imprescindível. 

O perdão não é apenas um gesto unilateral, nem uma reação automática. Como aprendemos na experiência prática de relações humanas, há vários aspectos complicados quando se trata de receber e dar perdão. Consideremos quatro perspectivas.

(1) Precisar do Perdão. Já foi ofendido por alguém? Quem nunca sofreu os efeitos de palavras insensíveis ou atos maliciosos? Ofensas podem ser cometidas de propósito ou sem o ofensor perceber seu erro, mas são reais. Da mesma forma que sofremos ofensas, cometemos erros contra os outros. Nossas ofensas se enquadram em duas categorias: erros contra outros seres humanos e ofensas contra Deus, melhor conhecidas como pecados. Todos nós nos colocamos na posição de precisar de perdão. Quando erramos contra outras pessoas, devemos reconhecer o nosso erro (Mateus 5:23). Também precisamos admitir nosso problema maior de pecados contra Deus: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23). Não adianta negar a realidade: “Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (1 João 1:10). 

(2) Procurar o Perdão. Não é suficiente reconhecer nossos erros. Nossas transgressões contra outros criam barreiras nos relacionamentos. Amizades são destruídas por comentários irrefletidos. Casamentos são colocados em risco por causa de insultos e brigas. Relacionamentos entre pais e filhos podem ser fatalmente afetados por palavras ou atos que ofendem. E, com certeza, a comunhão com Deus pode ser rompida por causa dos nossos pecados. O profeta Isaías disse ao povo escolhido do Antigo Testamento: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Isaías 59:2). Se não procurarmos o perdão, não conseguiremos reparar os danos e fechar as brechas que nos separam de Deus ou de outras pessoas.

(3) Oferecer o Perdão. Perdoar implica em quitar uma dívida. É comum desejar que um outro quite uma dívida nossa, mas pode ser mais difícil perdoar a dívida dos outros. Quando trata da responsabilidade de perdoar, o ensinamento de Jesus é claro. Ele disse que o perdão que desejamos de Deus é condicionado no perdão que estendemos aos outros! No famoso sermão do monte, Jesus disse: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” (Mateus 6:14-15).

(4) Aceitar o Perdão. Parece incrível, mas receber perdão pode ser extremamente difícil. Sentimentos de culpa podem nos consumir, ao ponto de acreditar que ninguém, nem o próprio Senhor, seria capaz de nos perdoar. Enquanto é certo lamentar e sentir profundo remorso pelos nossos pecados contra Deus, e até pelas ofensas contra nossos semelhantes, não devemos negar a amor ilimitado de Deus em nos oferecer o perdão pela graça. Quando deixamos de buscar o perdão, acreditando que os nossos pecados sejam grandes demais, negamos a infinita misericórdia do Senhor! Mesmo entre pessoas, e especialmente no contexto espiritual de irmãos em Cristo, o perdão deve ser estendido e recebido. O apóstolo Paulo instruiu a igreja de Corinto a aceitar de volta um irmão que havia pecado (possivelmente se refere ao homem culpado de incesto em 1 Coríntios 5): “De modo que deveis, pelo contrário, perdoar-lhe e confortá-lo, para que não seja o mesmo consumido por excessiva tristeza. Pelo que vos rogo que confirmeis para com ele o vosso amor” (2 Coríntios 2:7-8). Quando não aceitamos o perdão, negamos a bondade do Senhor e deixamos a excessiva tristeza nos destruir.

Em futuros artigos, se Deus quiser, vamos examinar mais profundamente esses vários aspectos do perdão para que possamos procurar, oferecer e recebê-lo.

-por Dennis Allan


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