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Puro ou Pacífico?

A pureza é boa e desejável. É o estado do que não tem sujeira. Buscamos a pureza nos alimentos e em objetos de valor. A pureza, no sentido moral, significa inocência ou a qualidade de estar sem mácula. Deus deseja a pureza no nosso caráter.

A paz é boa e desejável. É o estado de tranquilidade ou ausência de guerra. Buscamos a paz entre nações, entre vizinhos e dentro de famílias. A paz, no contexto espiritual, significa a ausência de conflito entre Deus e os homens. Deus deseja a paz conosco e, por isso, mandou seu Filho para nos trazer a mensagem da reconciliação.

De modo geral, a nossa sociedade valoriza a paz. Uma das palavras mais comuns nos discursos públicos da nossa época é “tolerância”, aplicada normalmente às diferenças que surgem por causa de crenças conflitantes. Especialmente em países considerados, historicamente, nações cristãs, a mensagem dominante é a da necessidade de cristãos serem tolerantes de outras religiões. Se o ponto é rejeitar a violência como maneira de eliminar diferenças religiosas, há claro apoio bíblico para essa mensagem de tolerância. Jesus mostrou que a natureza celestial do seu reino exclui guerra carnal como maneira de defende-lo (João 18:36). Paulo ensinou que a armadura do cristão é espiritual, porque a batalha é espiritual (Efésios 6:10-18). Ele claramente repudiou o uso da força física como maneira de expandir o reino de Deus: “Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo...” (2 Coríntios 10:3-5).

Deus valoriza a paz tanto que enviou seu Filho com o propósito de nos levar à reconciliação. Jesus Cristo “é a nossa paz” (Efésios 2:14). A pregação do evangelho é “o ministério da reconciliação” (2 Coríntios 5:18-20). Ninguém deve menosprezar a paz.

A pureza, porém, não está na moda. Algumas das religiões que crescem mais são crenças que defendem a mistura do bem e do mal, sejam o neo-gnosticismo, o paganismo ou algumas filosofias orientais. Os conceitos de Yin e Yang, por exemplo, podem representar o dualismo do taoísmo, mas não são adequados para representar a santidade moral exigida por Jesus. Os cristãos não defendem um equilíbrio do sombrio e o claro, pois acreditam nas palavras do apóstolo João:“Deus é luz, e não há nele treva nenhuma” (1 João 1:5).

A santificação é a purificação, a separação. Uma pessoa santificada vive separada da prática do pecado, da conduta que dominava sua vida antes da conversão. João escreveu: “Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei. Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado. Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu. Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo. Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo” (1 João 3:4-8).

Tanto a paz como a pureza são importantes para o cristão:“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14). Mesmo reconhecendo que ambas sejam boas, nem sempre são alvos compatíveis. O que faremos quando tiver um conflito entre a paz e a pureza? A resposta pode nos surpreender, mas foi Deus que a revelou: “A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento” (Tiago 3:17). No caso de conflito, Deus diz que a pureza vem antes da paz. Se não recebermos a purificação para sermos santos, não teremos como permanecer na presença do Senhor. A paz com Deus, a amizade com o nosso Criador, nos posiciona contra as atitudes dominantes da sociedade humana: “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tiago 4:4). Deus não se mostra tolerante quando se trata de impureza espiritual! Devemos buscar a paz e a pureza, mas quando confrontados com a escolha entre as duas coisas, sempre devemos escolher a pureza!

-por Dennis Allan


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