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Ele Não Foi Bom o Bastante

Como é o caso de quase todas as pessoas que já viveram algumas décadas, eu tenho participado de dezenas de enterros de parentes, amigos, vizinhos, colegas e outros. Nesses momentos, costumamos ouvir muitos elogios dos falecidos: “Ele foi um bom pai”; “foi um ótimo vizinho”; ou até um dos maiores possíveis: “Ele foi um servo fiel ao Senhor”.

Recentemente, participei do enterro do meu próprio pai. Ouvi centenas de comentários elogiando a vida dele, sua fidelidade no casamento, sua dedicação como pai e, sim, seu serviço ao Senhor. Não sei de uma pessoa que teria como dizer que, em 87 anos de vida, meu pai teria mentido para alguém ou não teria pago alguma dívida. Estabeleceu um alto padrão de integridade que seus filhos lutam, muito imperfeitamente (falo especialmente por mim), para alcançar. Digo com toda sinceridade que meu pai era um homem reto e íntegro.

Mas ele não foi bom o bastante para ir para o céu. Desse fato tenho certeza absoluta. Está chocado? Acha ruim um filho falar assim sobre seu pai, especialmente após a sua morte? Sinto muito, mas é a verdade. Agora, quero esclarecer a minha afirmação com algumas conclusões baseadas no ensinamento bíblico.

Primeiro, acredito no céu como lugar de descanso preparado para os servos do Senhor. A Bíblia nos estimula a buscar o descanso preparado no mesmo lugar que Jesus entrou quando cumpriu sua missão aqui na terra (Hebreus 4:9-14). Creio que aqueles que partem desse mundo como servos fiéis entram na presença de Jesus e recebem a coroa da justiça (Filipenses 1:23; 2 Timóteo 4:8). Sinceramente acredito que a morte seja uma bênção para aqueles que morrem no Senhor (Apocalipse 14:13).

Segundo, acredito no julgamento divino de todos os seres humanos. Jesus prometeu que todos seriam ressuscitados e separados, recebendo a vida ou a condenação: “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (João 5:28-29). Sua própria palavra será a base desse julgamento (João 12:48). O julgamento de todos está nas mãos de Deus, o Juiz justo (2 Timóteo 4:8) e o único capaz de descobrir e discernir “os pensamentos e propósitos do coração” (Hebreus 4:12).

Terceiro, acredito na importância de se esforçar para agradar a Deus, cumprindo as condições que ele estabeleceu para nossa salvação. Paulo escreveu: “É por isso que também nos esforçamos, quer presentes, quer ausentes, para lhe sermos agradáveis. Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (2 Coríntios 5:9-10). Por isso, não devemos menosprezar as instruções bíblicas sobre as exigências do Senhor. Jesus falou da necessidade da fé (João 8:24), do arrependimento dos pecados (Lucas 13:3), do batismo (Marcos 16:16) e da perseverança (Lucas 9:62). Seus seguidores fiéis pregaram a mesma mensagem (Atos 2:38; 16:31-33; 22:16; 1 Coríntios 9:27; Hebreus 10:23,26-27; Apocalipse 2:10 etc.). O evangelho exige a obediência para receber a salvação (Hebreus 5:9).

Meu pai demonstrou profunda fé em Jesus como Salvador e Senhor. Admitiu seus pecados, mostrou o arrependimento, recebeu o perdão no batismo e procurou viver conforme a vontade do Senhor ao longo da vida. Quando errava, confessava seus pecados e buscava perdão conforme ensinado em 1 João 1:7 – 2:2. E tudo isso não foi o suficiente para merecer um lugar no céu!

A mensagem do evangelho não é de salvação por mérito. O evangelho trata do problema de pessoas culpadas (“pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” – Romanos 3:23). Mas a solução não se encontra na justiça do homem, nem nas suas obras de mérito. Paulo explicou: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9). Se medisse a vida do meu pai por padrões humanos, era um bom homem. Mas diante de Deus, era um pecador redimido pelo sangue de Jesus Cristo. Sua esperança não estava nas suas próprias obras. A única esperança para a salvação de qualquer um é a misericórdia do Filho de Deus. Meu pai não foi bom o bastante, mas Jesus, na sua bondade, lhe ofereceu a vida eterna no céu. Ele oferece a mesma vida para você!

-por Dennis Allan


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