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O Que Jesus Disse sobre o Divórcio

Conforme Estatísticas do Registro Civil (2013), para cada 10 casamentos registrados no Brasil, 3 divórcios foram concedidos. Atualmente, mais de 300.000 casais por ano decidem se divorciar no Brasil. Não quero ser insensível para com as vítimas do divórcio, nem com as pessoas que trouxeram sobre si o sofrimento que acompanha o término do casamento, mas a nossa busca de conhecimento da Bíblia não pode ignorar seu ensinamento sobre o divórcio. Cada um decide respeitar ou não o que o Senhor diz, mas todos devem saber o que Jesus ensina sobre o divórcio.

A afirmação mais simples da doutrina de Jesus sobre o divórcio se encontra nestas palavras:“Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério” (Lucas 16:18). Nesta regra geral, Jesus afirma a indissolubilidade do casamento. O divórcio não apaga a exclusividade do relacionamento assumido no ato de casar. Relações com uma outra pessoa depois do divórcio, mesmo se casar novamente para ganhar a aceitação popular e legal, constam adultério.

Em outro texto, Jesus defende a doutrina original sobre o casamento, a declaração feita pelo Criador. Jesus respondeu a uma pergunta sobre divórcio: “Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:4-6). O impacto dessas palavras é forte e claro. Os homens podem legislar outras regras, permitindo o divórcio, casamentos de pessoas do mesmo sexo e até casamentos de três homens (caso real da Tailândia, fevereiro de 2015), mas as palavras de Jesus permanecem: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Marcos 13:31).

Pessoas que desrespeitam o Criador podem atribuir a noção da indissolubilidade do casamento às tradições da sociedade ou aos caprichos dos religiosos, mas o fato é que Deus mesmo revelou esse princípio.

Há duas situações em que o Senhor permite um segundo casamento, ou seja, não o considera adúltero.

A primeira é no caso da morte de um dos cônjuges. O apóstolo Paulo explicou: “Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal. De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias” (Romanos 7:2-3). Ele disse em outra epístola: “A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor” (1 Coríntios 7:39).

A segunda situação surge quando uma pessoa se divorcia do seu cônjuge por causa de relações sexuais ilícitas. Jesus disse: “Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério [e o que casar com a repudiada comete adultério]” (Mateus 19:9). Se o motivo do divórcio for qualquer outro, estaria adulterando no segundo casamento. E a pessoa repudiada que casa de novo comete adultério.

Percebemos a gravidade da traição e a importância da fidelidade absoluta no casamento. Mas devemos observar que, mesmo nesses casos, o divórcio não é o único caminho. Se o traidor se arrepender e demonstrar sua vontade de recuperar o casamento, e a pessoa traída conseguir perdoá-lo, o resultado pode ser melhor para os dois. Certamente, Jesus incentiva o perdão (Mateus 6:12,14,15; 18:21-35). Em muitos casos, o casamento depois da reconciliação se torna mais forte do que antes.

A atitude de muitas pessoas em considerar o casamento uma prisão perpétua é lamentável e contrária à vontade de Deus para o nosso bem. O compromisso absoluto que fazemos quando prometemos a nossa fidelidade até a morte cria um lugar seguro no qual aprendemos resolver problemas, ajudar, amar, perdoar e lutar para o bem do casal e da família. Com certeza, o Criador fez bem quando estabeleceu o casamento, e nós fazemos bem quando respeitamos seus princípios.

-por Dennis Allan


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