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Diálogo Polêmico: Reflexões Depois da Parada Gay SP 2015

Depois da 19ª Parada do Orgulho LGBT em São Paulo, no dia 07 de junho, a mídia divulgou comentários, debates, críticas e até ameaças. As reações mais fortes foram referentes ao uso de símbolos religiosos, principalmente a cruz, em defesa da campanha que procura aceitação de sexualidades alternativas. O discurso social que domina manchetes se torna cada vez menos civilizado. No entendimento de muitos, se tornou uma batalha entre religiosos e homossexuais, embora muitas pessoas dos dois “lados” discordem das táticas usadas e dos pronunciamentos de ambos.

Sei que praticamente todos os comentários sobre esses assuntos trarão reações negativas de alguns. No clima atual, mesmo os apelos e argumentos mais sensatos serão imediatamente atacados por alguns que discordam. Mas, motivado pela vontade de agradar a Deus e pela preocupação sincera com pessoas envolvidas em vários aspectos desse discurso, vejo a responsabilidade de oferecer algumas sugestões sobre abordagens às questões no cerne dos conflitos. Consideremos princípios práticos fundamentados nos ensinamentos das Escrituras.

Reconheçamos a liberdade de expressão. Além de ser um direito constitucional, a liberdade de expressar crenças, mesmo quando contrariam as opiniões de alguns ou até mesmo de todos os outros, tem suas raízes na antiguidade e na natureza do ser humano. Deus criou o homem à sua imagem e semelhança (Gênesis 1:26-27), capaz de amar (1 João 4:7-8) e de se comunicar com outros seres inteligentes (Gênesis 1:28; 2:16; 3:2,9-12). Desde o princípio, ao homem foi permitido tomar decisões, até de escolher entre o bem e o mal (Gênesis 4:7; Deuteronômio 30:15-20; Josué 24:14-15; Mateus 7:13-14). Diante desses fatos, não temos motivo para negar ao outro a liberdade de se expressar, mesmo quando defende ideias completamente contrárias às nossas. Tenho convicções sobre muitos assuntos, inclusive sobre o comportamento sexual dos seres humanos, mas isso não nega o direito dos outros a defenderem convicções diferentes.

Evitemos discurso de ódio. A controvérsia que se espalhou nos últimos dias foi caracterizada, em alguns casos, por expressões de ódio. Alguns que se dizem religiosos amaldiçoam homossexuais, desejando sua morte ou condenação eterna. E alguns defensores dos conceitos publicados na Parada Gay responderam no mesmo tom de intolerância e ódio. Tal comportamento é repreensível e contrário aos ensinamentos de Jesus. Ele exige o julgamento de ensinamentos e atos para discernir entre o certo e o errado (Mateus 7:15-20; 1 Tessalonicenses 5:21-22), mas claramente condena o julgamento condenatório (Mateus 7:1-5). Tiago avisou contra o uso errado da língua: “Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim” (Tiago 3:9-10). Nem cristãos expressando sua discordância de atos que entendem como imorais nem defensores dos mesmos atos devem se expressar em tons de ódio e maldição.

Não forcemos ninguém a se conformar às nossas crenças ou confessar a nossa fé. O direito de manter suas próprias convicções tem fundamento legal e bíblico. Além da liberdade de religião e fé garantida pelas constituições do Brasil e de muitos outros países, o Novo Testamento traz instruções contra o uso da força nas diferenças que surgem. Há, sim, uma guerra entre crenças contraditórias, mas essa guerra é de natureza espiritual, não carnal. O apóstolo Paulo orientou os cristãos sobre a importância de evitar as armas carnais. Devemos utilizar palavras para convencer pessoas a se submeterem voluntariamente ao Senhor Jesus (2 Coríntios 10:3-6; Efésios 6:10-18).

Incentivemos respeito mútuo, mesmo quando discordamos. Pode discordar de mim sem negar o meu valor como ser humano. Qualquer um pode expressar sua discordância com a minha decisão de defender e praticar a monogamia vitalícia no contexto do casamento heterossexual (convicção baseada em Hebreus 13:4; Mateus 19:4-6 etc.), mas não precisa desrespeitar e profanar os símbolos que representam a fé que eu confesso. Posso expressar a minha discordância com opções sexuais que divergem desse entendimento do plano do Criador, mas não nego os sentimentos ou o valor como pessoa daquele que não chega à mesma convicção.

Sejamos humildes para lembrar das nossas falhas e imperfeições como pessoas que precisam da graça que Jesus demonstrou na cruz (Romanos 5:6-11; 1 Coríntios 2:2). Desejemos que esse conhecimento chegue a todos (1 Timóteo 2:1-4).

-por Dennis Allan


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