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A Profanidade Ofensiva

As palavras vulgar, banal e profano não são, necessariamente, ruins. Todas essas palavras têm, entre seus significados, a ideia do que é comum ou do dia a dia. Não há nada de errado em sermos pessoas comuns e gostarmos de muitas coisas comuns.

As mesmas palavras, porém, adquirem significados negativos quando usadas para descrever o processo de tornar comuns as coisas sagradas. Quando Deus consagra uma coisa ou uma pessoa, não temos direito de torná-la comum ou ordinária. Muitas advertências bíblicas frisam a importância de respeitar as distinções determinadas por Deus, pois levam a falta de reverência pelo próprio Senhor. Esse é o significado da palavra impiedade neste comentário de Paulo: “Evita, igualmente, os falatórios inúteis e profanos, pois os que deles usam passarão a impiedade ainda maior” (2 Timóteo 2:16). A falta de respeito para com as coisas que o Criador considera especiais significa irreverência para com o próprio Deus. Por esse motivo, devemos evitar a profanidade na nossa vida, e temos motivo de sentirmos ofendidos quando os outros profanam as coisas consagradas pelo Senhor.

Obviamente, devemos evitar qualquer ato ou palavra que profana o nome de Deus, pois ele sempre merece respeito absoluto. Um exemplo desse tipo de profanidade aparece na lei do Antigo Testamento: invocar o nome de Deus em um juramento falso. Ele disse: “nem jurareis falso pelo meu nome, pois profanaríeis o nome do vosso Deus. Eu sou o SENHOR” (Levítico 19:12). O nome de Deus não é uma palavra comum para ser usada sem sentido em exclamações de surpresa. Quando falamos qualquer nome que identifica Deus, devemos falar com o respeito que ele merece. Alguns capítulos depois, ele disse: “Não profanareis o meu santo nome, mas serei santificado no meio dos filhos de Israel. Eu sou o SENHOR, que vos santifico” (Levítico 22:32-33).

Na mesma lei do Antigo Testamento, dada aos judeus, Deus consagrou objetos, dias e algumas pessoas, e proibiu que fossem tratados como comuns. Contaminar o sacerdote teria o efeito de profanar aquele servo e, por causa do seu papel especial, de profanar o nome de Deus (Levítico 21:1-8). O santuário de Deus, o altar usado nos sacrifícios, o dia de adoração semanal e os dias de festas especiais eram coisas consagradas. Ninguém teria direito de profaná-las (Êxodo 20:25: 31:14; Levítico 21:12; 22:15; Números 18:32). Em termos simples, Deus exigia respeito especial para qualquer coisa especialmente dedicada a ele.

Esse princípio se estende além dos itens do templo e do serviço religioso, e nos dá motivo para avaliar vários aspectos do nosso procedimento.

Um exemplo que pode surpreender muitas pessoas envolve o uso errado do próprio corpo, especificamente a banalização do sexo. Seria fácil adotar a filosofia popular que trata o corpo humano como a propriedade da própria pessoa e suas atividades sexuais como direitos sob seu controle. Deus tem uma perspectiva diferente, porém. Ele fez os nossos corpos e nos deu a sexualidade como um dom especial governado por princípios que ele revelou desde a Criação do primeiro casal. Desrespeito para com esses princípios não é apenas um ato contra si mesmo, mas um ato profano. A imoralidade sexual foi tratada como profanidade em vários textos do Antigo Testamento (Gênesis 49:4; Levítico 21:9; Deuteronômio 22:30; 27:20; Amós 2:7). No Novo Testamento, esse princípio é reforçado com afirmações da honra do matrimônio e a condenação da imoralidade sexual como pecado contra o próprio santuário do Espírito Santo (Hebreus 13:4; 1 Coríntios 6:19-20; 1 Tessalonicenses 4:3-8).

A mistura religiosa, na qual ídolos e deuses pagãos estão colocados juntos com o Deus verdadeiro, é vista nas Escrituras como a profanação do Senhor e do serviço que só ele merece (Jeremias 16:18; 19:4; 32:34-35). Da mesma maneira que Deus rejeitou qualquer noção de sincretismo espiritual naquela época, ele rejeita o pluralismo religioso nos dias de hoje. Ele ocupa um lugar único que jamais será compartilhado com outro. Por isso, ao invés de banalizar a mensagem de Jesus e profanar o nome do Senhor, devemos seguir a orientação do apóstolo Pedro: “antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (1 Pedro 3:15).

-por Dennis Allan


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