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Abusos Não Definem Religiões

Algumas notícias dos últimos dias:

Um rabino norte-americano de 63 anos foi preso, acusado de gravar vídeos de dezenas de mulheres nuas que tomavam banhos rituais.

Na Espanha, 10 padres católicos foram formalmente acusados de pedofilia.

O grupo identificado como Estado Islâmico divulgou um vídeo mostrando a decapitação de 21 cristãos coptas.

No Brasil, investigações de corrupção no governo levantam suspeitas sobre envolvimento de um deputado federal evangélico.

Concluímos, então, que todas essas religiões sejam falsas por causa dos abusos de alguns adeptos, até líderes influentes?

Não quero ser mal-entendido. Não defendo os crimes cometidos por esses religiosos, e não acredito que as religiões citadas sejam igualmente válidas. O ponto que quero focalizar não é a gravidade dos erros dessas pessoas, mas a nossa maneira de chegar a uma conclusão sobre a veracidade de qualquer religião. Enquanto o procedimento dos adeptos pode ajudar a revelar o caráter de uma religião, devemos ser justos em nossa avaliação.

Praticamente todos os judeus ficam horrorizados com notícias sobre rabinos perversos, como os católicos geralmente condenam abusos feitos por padres. Muitos islâmicos criticam a violência de grupos radicais, da mesma forma que a maioria dos evangélicos lamenta e condena a corrupção praticada por alguns.

Grupos religiosos são grupos de pessoas, e pessoas erram. Discípulos são capazes de se desviarem dos seus mestres. Entre os seguidores mais próximos de Jesus, seus apóstolos, um traiu seu mestre, outro o negou repetidas vezes, e todos fugiram quando Cristo foi preso e levado a ser condenado.

Há diferenças enormes entre as religiões, mas a nossa avaliação delas não deve se limitar ao julgamento dos piores exemplos de adeptos. Devemos avaliar e comparar os fundamentos, os ensinamentos e, especialmente, as evidências apresentadas para apoiar as crenças.

Foi assim que profetas desafiaram os adoradores de ídolos. Apresentaram as evidências da existência do Deus Todo-Poderoso em contraste com a impotência total dos ídolos. Os ídolos não veem, não ouvem, não falam e não fazem, pois são apenas imagens feitas por mãos humanas. Em uma descrição fascinante de como um homem forma um ídolo de uma árvore que ele corta, a pergunta implícita é simples: por que a imagem feita da metade da árvore teria mais poder do que a lenha cortada da outra metade? “Tais árvores servem ao homem para queimar; com parte de sua madeira se aquenta e coze o pão; e também faz um deus e se prostra diante dele, esculpe uma imagem e se ajoelha diante dela. Metade queima no fogo e com ela coze a carne para comer; assa-a e farta-se; também se aquenta e diz: Ah! Já me aquento, contemplo a luz. Então, do resto faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, prostra-se e lhe dirige a sua oração, dizendo: Livra-me, porque tu és o meu deus” (Isaías 44:14-17).

Em contraste, o apóstolo Paulo desafiou os filósofos gregos a considerar as evidências da existência de um Criador e Salvador ressuscitado dentre os mortos (Atos 17:22-31). Paulo, como João, Lucas e outros, confiava nas evidências acessíveis para mostrar a veracidade da mensagem do evangelho. Pessoas sinceras continuam examinando as mesmas provas, sinais que “foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20:31).

-por Dennis Allan


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