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Pirataria “Gospel”

A literatura infantil está cheia de contos de piratas, o nefário capitão Gancho sendo um dos mais conhecidos desses personagens. Antigamente, a palavra pirata quase sempre significava um marinheiro que abordava embarcações para roubar suas cargas. Quando ouvimos essa palavra hoje em dia, porém, o sentido pode ser um pouco diferente. A pirataria mais comum acontece no comércio do dia a dia, quando pessoas imitam, copiam e roubam as obras dos outros, ignorando os direitos de patentes e copyrights. Com os avanços tecnológicos das últimas décadas, tornou-se fácil a duplicação e distribuição por meios eletrônicos de todo tipo de obra: músicas, filmes, livros, vídeo games, softwares etc. Pessoas espertas, gananciosas e ousadas vendem seus produtos ilegais nas ruas e até oferecem seus serviços para facilitar a pirataria. Tornou-se muito fácil destravar aparelhos ou decodificar receptores para conseguir “de graça” conteúdo destinado à venda.

Quando se trata dessas práticas comuns, não há nada mais contraditório do que a pirataria no meio religioso. O apóstolo Paulo escreveu: “pois o que nos preocupa é procedermos honestamente, não só perante o Senhor, como também diante dos homens” (2 Coríntios 8:21). Mesmo assim, pessoas que se consideram cristãs compram DVDs piratas de filmes religiosos e CDs piratas de músicas “gospel”. Recentemente, encontrei um site oferecendo o download gratuito de um livro publicado pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB). Como já tenho o livro impresso, ficou evidente o investimento alto feito pela SBB para traduzir e publicar esse livro. Estranhei que alguém poderia oferecer uma versão digital do mesmo de graça, e decidi escrever para a SBB para verificar sua legitimidade. Recebi a seguinte resposta: “Esta obra possui somente a versão impressa. Qualquer versão digital que esteja disponível é ilegal.” A própria obra oferecida ilegalmente inclui 2 Coríntios 8:21 em dois idiomas! Aparentemente a pessoa que fez esse “serviço” (de tomar sem permissão a obra dos outros e oferecê-la para pessoas que não pagam) não parou para ler e refletir sobre esse e outros versículos que ensinam a honestidade e a ética.

Algumas pessoas participam da pirataria sem saber e sem entender que se trata de desonestidade e até de crime. Compram produtos piratas acreditando que o vendedor esteja agindo conforme a lei e conforme princípios bíblicos. Tais pessoas precisam ser avisadas para que possam deixar de ser consumidores de produtos ilegais.

Outras pessoas tentam justificar o injustificável com argumentos sobre os abusos dos fabricantes, dos comerciantes e do próprio governo: “Os produtos são caros”; “Os impostos são altos” etc. Têm razão, mas esses fatos não justificam a participação em atos antiéticos e ilegais. Se eu não tiver condições financeiras para comprar um objeto desejado, eu preciso aceitar a minha realidade e viver sem. Eu vejo muitos carros bonitos e novos, mas continuo dirigindo o meu veículo velho, fabricado há 14 anos e comprado “semi-antigo” vários anos mais tarde. A minha circunstância socioeconômica não justificaria o roubo do carro zero do meu vizinho. Pelo mesmo motivo, aprendemos a viver sem os programas mais potentes em nossos computadores e sem poder jogar alguns vídeo games. Quem não tem dinheiro para TV a cabo vive sem assistir aos programas oferecidos. Quem não tem dinheiro nem para comprar televisor aprende a viver sem. Não nascemos com o direito de satisfazer todos os possíveis sonhos de consumo, e muito menos com o direito de roubar para ter as coisas desejadas. A pirataria não tem lugar na vida do cristão.

Outro comportamento da mesma categoria é o plágio, a prática de copiar as palavras dos outros e apresentá-las como originais. Muitas crianças aprendem a cometer esse crime nos primeiros anos escolares, achando que o processo de copiar, colar, assinar e entregar seja o procedimento padrão para os trabalhos exigidos. Até no meio religioso, autores sem escrúpulos tomam o trabalho dos outros e assinam seus próprios nomes. Plágio “gospel”?

Novamente, dá para entender que alguns possam agir na ingenuidade e ignorância. Tais pessoas aceitarão a correção e mudarão o seu procedimento. Mas os outros, as pessoas que persistem nas mentiras e defendem sua conduta, deixam evidentes seus laços familiares. Os mentirosos não são filhos de Deus, e sim do diabo (João 8:44). Paulo nos chamou a um padrão superior: “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo...” (Efésios 4:25).

-por Dennis Allan


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