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Queremos a Justiça! Será?

Entre os mantras mais comuns em demonstrações políticas é a exigência da justiça. Seja em protestos racialmente carregados nos EUA, demonstrações contra abusos em países comunistas ou demonstrações populares protestando contra a corrupção na política brasileira, ouvimos frequentemente a palavra justiça.

Até meus netos pequenos têm alguma noção do conceito de justiça, especialmente quando acham que o outro ganhou um pedaço de bolo maior ou um brinquedo mais bonito: “Não é justo” é a reclamação típica.

O primeiro significado da palavra justiça, no dicionário Aurélio, é: “Prática e exercício do que é de direito”. O dicionário Michaellis traz, como primeiro sentido, esta definição: “Virtude que consiste em dar ou deixar a cada um o que por direito lhe pertence”. São nesses sentidos que usamos a palavra nesses protestos, seja contra poderosos governantes ou contra os próprios pais e avós. A justiça está ligada ao direito, e procura garantir que todos recebam os seus direitos.

É válido uma população, ciente de algum ato de violência contra uma pessoa indefesa, desejar a justiça. Em países que têm o conceito da subordinação de todos (até presidentes) a um sistema de lei, é correto os cidadãos exigirem a aplicação da justiça e a contabilidade dos seus governantes eleitos. Queremos a justiça!

A noção da justiça não parte do homem, pois é uma característica de Deus. É claro, quando falamos de um atributo divino, que o significado é maior do que apenas uma prática de aplicação de lei. A justiça de Deus faz parte da sua santidade. A palavra descreve a retidão de um Ser absolutamente certo em todas as coisas e em todos os sentidos.

Esse Deus, perfeitamente justo, tem direito e capacidade de aplicar a justiça. Seiscentos anos antes de Cristo, o profeta Habacuque perguntou sobre a demora na aplicação da justiça divina, pensando no declínio desenfreado da sociedade do seu país. Ele reclamou: “Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita. Por esta causa, a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida” (Habacuque 1:2-4).

O resto do livro de Habacuque relata a maneira que Deus respondeu aos protestos desse profeta. Quando Habacuque começou a entender um pouco mais sobre as obras e decisões de Deus, ele se calou e tremeu diante dele.

Jó era visto pelo próprio Senhor como “homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal” (Jó 1:1). Enquanto Jó recusava confessar pecados que não cometeu, mantendo a sua integridade, ele entendeu que estava muito longe da justiça de Deus: “Então, Jó respondeu e disse: Na verdade, sei que assim é; porque, como pode o homem ser justo para com Deus?” (Jó 9:1-2). Depois, ele comenta sobre esse grande abismo entre o homem pecador e o Deus justo: “Ainda que me lave com água de neve e purifique as mãos com cáustico, mesmo assim me submergirás no lodo, e as minhas próprias vestes me abominarão. Porque ele não é homem, como eu, a quem eu responda, vindo juntamente a juízo” (Jó 9:30-32).

Habacuque, Jó e muitos outros do Antigo Testamento percebiam a necessidade de algo além da justiça de Deus. Se fosse só aplicar a justiça, nenhum homem poderia permanecer diante de Deus. O homem que reconhece seu próprio pecado não deseja a justiça, e sim a misericórdia e a graça de Deus.

A justiça requer o castigo de todos os pecadores. A graça oferece perdão pelos nossos pecados e a reconciliação com o Criador que ofendemos quando desrespeitamos sua perfeita santidade (considere Isaías 6:5-6 à luz de Romanos 6:23). Graças a Deus, Jesus oferece o dom da salvação, o perdão das nossas iniquidades!

-por Dennis Allan


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