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O Que Jó Não Fez

A vida humana tem sofrido grandes desvalorizações nas décadas recentes. O Holocausto e várias atrocidades de guerra obviamente vêm à mente de qualquer pessoa que conhece um pouco da história recente, mas outras práticas recebem menos atenção. Estatísticas sugerem que o total mundial de abortos nos últimos 50 anos pode ter chegado a dois bilhões! Estimativas dos judeus mortos pelas políticas de Adolfo Hitler e seus parceiros de crime variam, mas o número de humanos exterminados pelo aborto no último meio século é centenas de vezes maior.

A aceitação popular e a promoção política do aborto são propulsionadas por mudanças significativas nas atitudes sobre a vida humana. Quando uma sociedade rejeita a ideia da existência de Deus, de padrões absolutos de moralidade e da santidade da vida humana, a desvalorização de seres humanos é uma consequência inevitável. Um dos mais conhecidos defensores dessa desvalorização, ao longo das últimas décadas, é Peter Singer, professor de bioética na Universidade de Princeton. Singer, um judeu nascido na Austrália, se tornou campeão do movimento de direitos de animais, sugerindo abertamente que a vida de um porco ou cachorro pode ter mais valor do que a vida de uma criança, especialmente de um recém-nascido ou de uma criança defeituosa. Ele até sugere que poderia ser melhor fazer experiências médicas em órfãos humanos do que em ratos! É incrível imaginar os atos de Josef Mengele sendo implicitamente validados por um filósofo judeu. Ainda bem que muitos judeus e outros discordam de maneira veemente de Singer sobre esse e vários outros pontos!

Outro sintoma dessa desvalorização da vida humana é o movimento a favor da eutanásia e suicídio assistido (apoio à legalização da participação ativa de outra pessoa, tipicamente um médico, no ato de suicídio). Mundialmente, dezenas de organizações defendem e avançam essa causa, sugerindo que ajudar uma pessoa a terminar com sua vida, talvez para evitar sofrimento para si e para outros, seja um ato decente e digno de proteção legal. Vários países já têm leis a favor dessas práticas.

Uma sociedade que abandona a crença no Criador e os princípios morais e éticos determinados por ele está destinada à confusão e à desvalorização da vida humana. É fácil sermos influenciados, talvez sem perceber, pelas ideias de pessoas que valorizam um cachorro mais do que uma pessoa.

Um homem que viveu milhares de anos atrás oferece uma perspectiva que pode nos ajudar a encontrar novamente a bússola moral sobre essas questões. Jó sofreu terrivelmente. Além de perder seu patrimônio e todos os seus filhos tragicamente, Jó foi vítima de doenças horríveis e dores incessantes. Ele não entendia por que Deus havia permitido tanta angústia na sua vida. Jó até pensou, erroneamente, que Deus havia causado seu sofrimento.

Diante dessa agonia, esse homem perdeu a vontade de viver. Nos primeiros capítulos do livro sobre a experiência de Jó, ele fez comentários e apelos que demonstram sua vontade de morrer. Ele disse que teria sido melhor não nascer (Jó 3). Se não tivesse sido concebido, ou se tivesse morrido antes ou logo depois de nascer, ele não teria passado por tanta dor. Em outro trecho, ele disse que seria melhor morrer logo, e até pediu que Deus tomasse sua vida (Jó 6:8-9).

Se já houve um caso que seria motivo de defender o aborto ou o suicídio assistido, o sofrimento de Jó seria esse caso. Por isso, devemos observar duas coisas que Jó não fez: (1) Ele não disse que teria sido bom se sua mãe tivesse decidido abortá-lo. Se tivesse morrido naturalmente, tudo bem. Mas nunca sugeriu que fosse uma decisão que coubesse a qualquer ser humano. (2) Ele não procurou uma solução por meio de suicídio. Ele não viu motivo para continuar vivendo (Jó 6:11), mas não tomou para si o direito de terminar sua vida.

Jó não defendeu nem o aborto e nem o suicídio porque entendeu que Deus, e não o homem, exerce controle sobre a vida. Deus poderia terminar a vida de Jó, mas ele mesmo não faria nada para adiantar seu fim.

Precisamos voltar a respeitar Deus, o Criador, e a valorizar os seres humanos, criados à imagem dele. Este fato é o alicerce do respeito especial que deve ser dado à vida humana: “porque Deus fez o homem à sua imagem” (Gênesis 9:6).

-por Dennis Allan


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