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Que Rei é Esse?

A história dos povos de todas as partes do mundo está cheia da violência que acompanha mudanças de liderança. Em muitos lugares e durante muitos séculos, o procedimento padrão de novos reis era a eliminação da oposição. Seja na China, em Roma ou em Jerusalém, se tornou comum um novo líder mandar executar seus inimigos políticos. De modo decisivo e violento, muitos monarcas demonstravam força para estabelecer a legitimidade do seu domínio. Quem ousaria resistir a autoridade de alguém que usa a espada para matar seus adversários?

Esse modelo de domínio violento era bem conhecido na Palestina no primeiro século. Os judeus haviam sofrido nas mãos dos reis do Egito, da Assíria e da Babilônia. Foram oprimidos por governadores implantados na região durante o domínio dos medo-persas. Depois da morte do conquistador grego, Alexandre, a Palestina se tornou o campo de batalha entre facções helenistas, e os judeus sofreram com seus abusos de poder. Cem anos depois de se livrarem desse domínio grego, foram dominados pelos romanos, os conquistadores que continuavam em poder na época de Jesus. Os romanos deixaram os Herodes, uma família de idumeus supostamente convertida ao judaísmo, para reinar sobre a Judeia e as regiões próximas. O rei dessa família que governava quando Jesus nasceu foi conhecido por sua violência e paranoia, e seus sucessores não foram muito melhores.

Nesse contexto, apareceu Jesus. Magos do Oriente visitaram Jerusalém perguntando sobre o recém-nascido Rei, e a oposição começou a se formar (Mateus 2:1-3). Uns 30 anos mais tarde, um homem estranho no deserto começou a pregar sobre o reino dos céus (Mateus 3:2). Um humilde carpinteiro de Nazaré pregou os mesmos temas, mas com autoridade maior. Ele falou de termos de admissão nesse reino (Mateus 5:20; João 3:3) e até ousou dizer que ele mesmo teria poder para aceitar ou rejeitar pessoas que desejassem entrar (Mateus 7:21-23). Durante seu ministério terrestre, Jesus continuou falando desse reino e do seu papel como rei. Disse que a chegada do reino estava iminente (Marcos 9:1). Mesmo quando questionado pelo governador que representava todo o poder do governo romano, Jesus se mostrou confiante sobre sua posição como chefe de um reino celestial: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui” (João 18:36).

Embora a maioria dos judeus rejeitassem as alegações de Jesus, provavelmente reconheciam como relativamente normais seus discursos sobre poder e domínio. Ele repreendeu os líderes dos judeus em tom áspero e disse que a casa de Jerusalém ficaria deserta (Mateus 23:13,36-38). Se fosse, de fato, um rei, tais ameaças seriam normais. Mas, dessa perspectiva, sua legitimidade teria de ser demonstrada com ação e pelo derramamento de muito sangue.

Mas que rei era esse? Quando seus inimigos se organizaram, ele foi preso sem se defender. Quando questionado por autoridades, ele se calou. E mesmo depois de falar do seu poder, foi facilmente submetido a tortura e obrigado a caminhar para o local escolhido para sua execução.

A partir do momento que Jesus foi pregado na cruz, começou uma das sequências de comentários mais surpreendentes de toda essa história. Ele fez exatamente o oposto de outros reis! Jesus não mandou matar sua oposição. As autoridades, os soldados e até os criminosos crucificados com ele zombaram desse suposto rei, que era aparentemente incapaz de se defender. Ao invés de chamar seus servos para matar aqueles que recusaram se submeter (e bem poderia ter feito isso, como ele mesmo disse em Mateus 26:53), Jesus fez o que nenhum deles esperava: ele lhes ofereceu perdão (Lucas 23:34).

O julgamento e o castigo virão (João 5:22,27; 12:48; Mateus 25:46). Mas a vontade desse rei não é a morte dos seus adversários. Ele quer os converter em amigos para que possam viver para sempre no seu reino. Antes de castigar, a sua prioridade é salvar (João 12:47). Por isso, o rei Jesus oferece perdão para seus adversários!

Sete semanas depois da crucificação de Jesus, Pedro disse:“Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo ” (Atos 2:36).

-por Dennis Allan


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