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Sexo, Igreja e Política

Desde a convocação de uma assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos no Vaticano no mês passado, as manchetes têm focado os indícios de mudanças na postura da Igreja Romana quanto a diversos assuntos da sexualidade. Entre os assuntos sendo abertamente discutidos na mídia católica estão o divórcio, relações homossexuais, o aborto e o uso de anticoncepcionais.

Como o foco desta coluna é o ensinamento bíblico, seria omisso sugerir a ausência de orientação bíblica sobre esses e muitos outros assuntos polêmicos. A Bíblia fala, sim, sobre o divórcio e segundo casamento, sobre relações sexuais antes e depois do casamento, relações entre pessoas do mesmo sexo e do sexo oposto, e sobre a intenção de Deus para as crianças concebidas. São assuntos importantes sobre os quais qualquer pessoa que deseja agradar a Deus deve buscar as orientações que vêm das Escrituras.

O ponto deste artigo, porém, é maior do que qualquer um desses pontos específicos. Quando tomamos dois passos para trás e observamos o que acontece, tanto entre católicos quanto no meio evangélico, não podemos ignorar a politização dos grandes corpos religiosos que se dizem ser de Cristo. E isso não é um fenômeno recente. Os debates católicos atuais são apenas mais um exemplo de discussões onde homens ousam decidir a verdade por mecanismos políticos.

A questão fundamental é da própria natureza da religião.

Os ateus dizem que toda religião é apenas uma invenção de homens, a criação humana de mitos para explicar o inexplicável. Dessa perspectiva, o mundo seria um lugar melhor se conseguisse acabar totalmente com qualquer forma de religião e fé no sobrenatural. Seja Vladimir Lenin nos seus comentários sobre a religião na defesa do socialismo ou John Lennon e seu mundo imaginário sem religião, defensores do ateísmo têm visto religião de qualquer tipo como algo negativo, inútil e prejudicial.

Pessoas que defendem as Escrituras (o que comumente chamamos de Bíblia) como a revelação verbal da vontade de Deus abordam a questão de uma perspectiva completamente oposta. A pessoa que acredita na existência de um Deus supremo e soberano e em Jesus Cristo como o Filho de Deus, apresentado nas páginas da Bíblia, parte de um princípio de revelação divina, e não de opinião popular. A crença na vinda de Jesus do céu para a Terra implica necessariamente na aceitação da revelação divina aos seres humanos. Qualquer religião baseada nesse entendimento de Jesus defende a revelação divina da verdade, não a determinação da verdade por homens.

O desafio fundamental para o católico e para o evangélico é o mesmo. Ou segue doutrinas declaradas por Deus, ou cria suas próprias doutrinas. A primeira abordagem reconhece a monarquia absoluta de Jesus, enquanto a segunda favorece a democratização da religião e exalta o deus da opinião pública. A primeira defende a noção de um Deus eterno que revelou sua palavra eterna, e a segunda manipula a religião para agradar o gosto popular dominante em determinados momentos históricos.

Pessoas que já decidiram rejeitar a existência de Deus e a veracidade das Escrituras aplaudem as mudanças quando qualquer grupo religioso se aproxima mais das opiniões politicamente corretas na moda do dia. Mas as pessoas que acreditam em Deus e procuram honrar Jesus não seguirão doutrinas determinadas por qualquer homem ou grupo de homens. Nós, cristãos, acreditamos ser verdadeiro o que Jesus disse: “Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. Se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, eu não o julgo; porque eu não vim para julgar o mundo, e sim para salvá-lo. Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia” (João 12:46-48). O apóstolo Pedro, um dos mais influentes embaixadores de Jesus, aplicou as palavras do profeta Isaías ao evangelho de Jesus quando falou sobre “a palavra de Deus, a qual vive e é permanente” e disse: “a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente. Ora, esta é a palavra que vos foi evangelizada” (1 Pedro 1:23,25).

A Verdade não pode ser determinada por um homem ou grupo de homens numa reunião no Vaticano ou em qualquer outro lugar, pois já foi determinada pelo Pai e revelada por Jesus!

-Dennis Allan


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