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Uma Cirurgia Necessária

Os ensinamentos de Deus são surpreendentes. Quando estudamos as Escrituras, percebemos que o Senhor frequentemente usa coisas que não fazem sentido, pelo raciocínio humano, para provar a fé das pessoas. Pediu para Noé, um homem que provavelmente não conhecia chuva, a construir um navio e se preparar para um dilúvio (Gênesis 6:14). Pediu para Abraão, que recebeu grandes promessas sobre seu filho, Isaque, a sacrificar o mesmo (Gênesis 22:1-2). Pediu para os israelitas colocarem o sangue de cordeiros ao redor das suas portas para evitar a praga que matou seus vizinhos egípcios (Êxodo 12:7-13). Disse para Moisés falar com uma rocha para conseguir água (Números 20:8). Mandou Naamã a mergulhar sete vezes em um rio sujo para ser curado da sua doença de lepra (2 Reis 5:10-12). Nenhuma dessas instruções, analisada pela lógica, faz sentido. E poderíamos fazer uma lista muito maior de ordens divinas igualmente ilógicas.

Deus, de propósito, age de uma forma diferente dos pensamentos dos homens. Ele disse: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos” (Isaías 55:8-9). Da mesma maneira, Deus falou do elemento central do evangelho, a morte de Jesus na cruz: “Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus. Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos instruídos” (1 Coríntios 1:18-19). Não deve nos surpreender quando as ordens de Deus não fazem sentido pelo raciocínio humano! Deus tem exigido cirurgias, que não fazem sentido pelo raciocínio humano, para as pessoas que querem entrar em comunhão com ele.

No Antigo Testamento, ele exigiu a circuncisão de todos os descendentes de Abraão do sexo masculino. Um homem judeu que não recebesse a circuncisão não participaria da Aliança de Deus com seu povo escolhido: “O incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada do seu povo; quebrou a minha aliança” (Gênesis 17:14). A circuncisão foi a maneira que Deus determinou para santificar os israelitas depois de saírem do Egito (Josué 5:1-9). A regra que Deus deu a Abraão continuou em vigor por quase 2.000 anos, perdendo sua importância somente quando Jesus cumpriu a Lei na sua morte (Gálatas 5:2-6).

No Novo Testamento, há outa cirurgia, comparada à circuncisão, necessária para entrar em comunhão com o Senhor. O apóstolo Paulo escreveu: “Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos. E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos” (Colossenses 2:11-13).

No Novo Testamento, a comunhão com Deus é condicionada na fé, no arrependimento e no batismo das pessoas que decidem se submeter à autoridade absoluta do Senhor Jesus (Mateus 28:18-20; Marcos 16:15-16; Atos 2:38).

Há diferenças notáveis, porém. No Antigo Testamento, somente filhos homens foram circuncidados. No Novo Testamento, o batismo se aplica igualmente a ambos os sexos. No Antigo Testamento, meninos foram circuncidados na infância. No Novo Testamento, o batismo é limitado às pessoas capazes de crer e se arrepender dos seus pecados. E no Antigo Testamento, a cirurgia foi feita na carne dos homens. No Novo, é o próprio Senhor que tira o pecado do coração.

Muitas pessoas, não compreendendo motivo lógico por trás dessas ordens, negam a necessidade do batismo. Mas Paulo apresenta este ato como o meio usado por Deus para remover os nossos pecados, como a circuncisão do Antigo Testamento foi a maneira de remover a vergonha do Egito (Josué 5:9). Não devemos recusar a cirurgia que Deus receitou para nossa salvação!

-por Dennis Allan


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