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Um Negócio Não Fechado

Fechamos negócios todos os dias. Seja a compra de pão na padaria da esquina ou a compra de uma empresa multinacional, alguns compram o que outros vendem. Cada venda depende de um acordo, onde o comprador é motivado a abrir mão do seu dinheiro em troca do bem adquirido. Muitas vezes, o preço pedido pode ser justo pelo custo de produzir ou manter o bem oferecido, mas somente vende quando comparece um comprador disposto a pagar. Seria difícil vender geladeiras para esquimós ou iates para nômades no Saara. Nas suas circunstâncias e com as prioridades estabelecidas nas suas vidas, esses produtos teriam pouco valor.

Para alguns, a sabedoria tem grande valor. Pessoas que valorizam conhecimento e discernimento entre o bem e o mal investem seu tempo, seu dinheiro e suas energias para buscar tal compreensão. Estudam, observam e aproveitam oportunidades para aprender de outras pessoas mais sábias. A sabedoria principal que vale a pena buscar é a de Deus, o assunto dos primeiros capítulos do livro de Provérbios: “Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos, e o teu coração guarde os meus mandamentos; porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz. Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao pescoço; escreve-as na tábua do teu coração e acharás graça e boa compreensão diante de Deus e dos homens. Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal; será isto saúde para o teu corpo e refrigério, para os teus ossos” (Provérbios 3:1-8).

Muitas pessoas, porém, olham para a sabedoria como um esquimó olharia para uma geladeira. Não percebem seu valor nas suas vidas, e não se esforçam para adquiri-la. Esse é o ponto da pergunta feita no mesmo livro: “De que serviria o dinheiro na mão do insensato para comprar a sabedoria, visto que não tem entendimento?” (Provérbios 17:16). Mesmo se ele tiver oportunidade e condições de adquirir a sabedoria, o insensato não a valoriza e não faz sacrifício nenhum. Prefere continuar na sua ignorância e insensatez, sem se preocupar com as consequências da sua negligência. Pode encontrar uma grande oferta da sabedoria, mas não fecha o negócio.

Alguns dos piores insensatos são aqueles que se contentam com a sabedoria falsa, ideias que outros vendem como verdadeiras e valiosas, quando não passam de opiniões e teorias passageiras. É incrível observar a miopia de pessoas que confiam nas preferências populares do momento e rejeitam a sabedoria revelada por Deus e provada ao longo de milhares de anos.

Consideremos um exemplo da História recente. Vários filósofos do final do século XIX elaboraram teorias de superioridade racial, baseadas em seus entendimentos da teoria da evolução avançada por Charles Darwin. Quando essas ideias ganharam uma certa aceitação entre alguns intelectuais, foram usadas para justificar a noção da sobrevivência dos mais aptos até entre os seres humanos! Depois de algumas décadas de desenvolvimento dessas noções, líderes como Adolf Hitler tentaram aplicar a teoria na prática, exterminando pessoas consideradas racialmente inferiores para garantir a sobrevivência dos supostos superiores. As pessoas que confiam na sabedoria divina revelada nas Escrituras, porém, jamais aceitariam tal teoria e, muito menos, sua aplicação. Essas pessoas sabem que Deus criou o homem e nunca sugeriu a superioridade de ninguém por causa da sua cor. Pelo contrário, aceitam as palavras faladas por Paulo quase 2.000 anos atrás. Ele disse que Deus “é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra . . . pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração. Sendo, pois, geração de Deus . . .” (Atos 17:25,26,28,29).

Poderíamos oferecer muitos outros exemplos de tendências humanas que rejeitam qualquer noção de verdade revelada. E, com o tempo, fica evidente que o Criador sabe muito mais do que suas criaturas. Devemos resistir a tendência de sermos guiados por teorias humanas e ondas políticas. Quando se trata de questões morais, éticas e eternas, a verdade não é determinada nas urnas nem nos tribunais. Quantos erros fatais poderiam ser evitados se buscássemos a sabedoria que Deus nos oferece!

-por Dennis Allan


 

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