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João Não Foi Gnóstico

Quando ouvi, pela primeira vez, uma explicação da doutrina chamada gnosticismo, achei que fosse uma questão basicamente teórica, antiga, e sem relevância para os dias de hoje. Prestei atenção, mas eu considerei as informações sobre o gnosticismo apenas curiosidades da história religiosa.

É bem provável que muitos leitores deste artigo nem conheçam a palavra gnosticismo (que vem de uma palavra grega para conhecimento). Formas dessa doutrina, porém, vêm ganhando adeptos e levando pessoas a negarem fatos fundamentais sobre Deus e, especificamente, sobre Jesus Cristo. Não seria possível explicar detalhadamente a doutrina ou todos os seus perigos em um pequeno artigo como este. Vale a pena, porém, reconhecer alguns fatos importantes que podem nos proteger de doutrinas distorcidas e destruidoras.

Entre as ideias ensinadas por gnósticos nos primeiros séculos depois de Cristo foi uma noção de separação entre espírito e matéria. Muitos defendiam a possibilidade de manter o espírito puro e sem mancha e, ao mesmo tempo, permitir a indulgência da carne em pecado e corrupção. Tratavam matéria como algo necessariamente mau e espírito como algo bom. Devido a essa ideia, definiam Jesus Cristo de uma maneira contraditória às Escrituras. Não acreditavam que Deus veio em carne. Ensinavam doutrinas que distanciavam Jesus do Pai supremo, que supostamente não participava de assuntos humanos e terrestres. Alguns chegaram ao ponto de ver o Criador como mau, porque criou a matéria que eles consideravam má.

Nas décadas recentes, essas ideias têm conseguido fascinar muitas pessoas, embora de maneiras menos filosóficas e mais populares. Livros e filmes como O Código da Vinci (que é estória, não história) têm popularizado a ideia de uma conspiração católica para criar doutrinas da encarnação e divindade de Jesus Cristo enquanto supostamente enterrando os fatos sobre Jesus. Muitos mostram grande interesse em livros que foram desconhecidos ou rejeitados pelos cristãos primitivos. Alguns até sugerem que a doutrina da divindade de Jesus Cristo seja produto do Primeiro Concílio de Niceia em 325 d.C. Não sou defensor da Igreja Romana, mas seria injusto e desonesto dizer que os católicos esconderam os fatos ou reescreveram os registros que comprovam a divindade de Jesus Cristo.

As Escrituras, encerradas no primeiro século, estão cheias de afirmações da divindade de Jesus Cristo e do fato que ele veio em carne. Um dos homens que andou com Jesus aqui na terra, o apóstolo João, foi muito claro nos seus escritos sobre essas questões. João era um cristão, e não foi gnóstico. Considere algumas afirmações que ele fez sobre Jesus.

João disse que Jesus (chamado de “o Verbo”) sempre existia, estava com Deus no princípio e criou o mundo: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez” (João 1:1-3).

Ele disse que aquele que existe eternamente se fez carne e foi visto, ouvido e tocado por homens: “O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada)” (1 João 1:1-2). Deus apareceu ao mundo em forma humana, se fez carne, e permitiu que suas criaturas tocassem nele, mas ainda viveu nesse mundo sem pecar (veja 1 Pedro 2:21-22).

A ameaça prática do gnosticismo, seja na antiguidade ou nos dias de hoje, é o perigo de acreditar que o corpo poderia ser entregue ao pecado sem consequências espirituais. “Sabeis também que ele [Jesus] se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado. Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu” (1 João 3:5-6). Jesus nos chama à santidade. Não sejamos enganados! Qualquer doutrina que incentiva ou justifica o pecado não vem do Senhor que veio para nos salvar!

–por Dennis Allan


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