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O Governo Perfeito

Na busca de uma definição de um governo ideal, debates filosóficos, políticos e práticos ao longo de milhares de anos têm discutido diversas perspectivas. No estudo da História, percebemos que monarquias absolutas, frequentemente, se tornaram tiranias cruéis. Ditaduras, independente das suas origens, têm usado seu poder para defender os interesses de alguns, muitas vezes prejudicando e desrespeitando os interesses de outros.

Uma característica comum na maioria dos governos atuais é a separação de poderes, tipicamente em três distintos ramos do governo. A ideia por trás desse sistema é de manter um equilíbrio quando pessoas diferentes exercem seus papéis separados, sejam legislativos, judiciários ou executivos. Historiadores traçam a noção da separação desses poderes governamentais aos antigos gregos e romanos. A prática passou por uma evolução demorada, marcada por eventos como o acordo firmado na Magna Carta na Inglaterra em 1215, os escritos de filósofos europeus e as constituições democráticas que, desde o século 18, tornaram comum o sistema de separação de poderes.

Cidadãos em muitos países, inclusive no Brasil, encontram alguma segurança em saber que erros de um ramo podem ser corrigidos por outro, e que há um sistema que, na teoria, permite que o bom senso domine para o bem da população. Na teoria, pode ser um ótimo sistema. Na prática, percebemos as limitações de qualquer sistema que ainda depende de seres humanos falhos. Quando o egoísmo e a corrupção dominam, o serviço e a justiça sofrem.

O governo perfeito não precisa de três ramos distintos. O governo perfeito, porém, não é terrestre nem humano. No governo perfeito, as três funções que conhecemos como legislativa, judiciária e executiva são exercidas por um só governante. Isaías falou sobre esse governo perfeito 2.700 anos atrás quando escreveu: “Porque o SENHOR é o nosso juiz, o SENHOR é o nosso legislador, o SENHOR é o nosso Rei; ele nos salvará” (Isaías 33:22). Algumas observações sobre esse versículo:

(1) Isaías fala do único Senhor. As traduções mais comuns apresentam a palavra Senhor, usada três vezes nesse versículo, em maiúsculas. É a maneira dos tradutores mostrarem que estão traduzindo uma palavra que ninguém sabe pronunciar (YHWH) que é um nome exclusivo de Deus. Quando Isaías pregou aos judeus, as lealdades do povo foram divididas entre reis humanos e falsos deuses. Isaías foi taxativo. Ele depositou toda a sua confiança exclusivamente no único verdadeiro Deus, Criador dos céus e da terra.

(2) Deus é o Juiz. Este fato é confortante aos justos, e apavorante aos rebeldes. Deus, que vê tudo que fazemos e sabe de tudo que pensamos, nos julgará (Hebreus 4:13).

(3) Deus é o Legislador. Os homens, especialmente pessoas em posições de poder político ou religioso, gostam de usurpar essa autoridade. Fazem leis civis e criam doutrinas religiosas que contradizem a palavra de Deus. Nenhum homem tem direito de ultrapassar ou contrariar as leis divinas, e qualquer um que desrespeita o Legislador terá de responder ao Juiz!

(4) Deus é o Rei. Quando pensamos em uma separação dos poderes governamentais, os reis correspondem ao poder executivo. Deus exerce essa função, também.

(5) O povo é beneficiado! No final de Isaías 33:22, o profeta disse: “ele nos salvará”. A imagem de um monarca com poder absoluto, como apresentada por Isaías, seria apavorante se fosse um homem corrupto e egoísta. Isaías, porém, representa a perspectiva das pessoas fiéis que confiavam no Senhor e acharam conforto no conhecimento do seu domínio total.

Há, porém, uma outra perspectiva. Para as pessoas que não respeitam o Criador e não buscam conhecê-lo, encarar o perfeito Juiz, Legislador e Rei não traz conforto nenhum (Hebreus 10:31). Estar na presença de Deus pode ser motivo de grande alívio, ou de pavor absoluto. “Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a bondade de Deus, se nela permaneceres; doutra sorte, também tu serás cortado” (Romanos 11:22).

-por Dennis Allan


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