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Deus Não é Cego!

Antropomorfismo significa a atribuição a Deus de características e emoções humanas. É um conceito fundamental em muitas expressões pagãs. Uma maneira simples de descrever o antropomorfismo é pela inversão de uma expressão encontrada no primeiro capítulo de Gênesis. Ao invés de honrar o Deus que criou o homem na sua imagem, as religiões baseadas no antropomorfismo procuram criar deuses na imagem do homem, atribuindo-lhes todas as fraquezas, falhas e pecados evidentes na vida dos homens.

Diante da sublimidade e santidade de Deus, o efeito inevitável dessas abordagens é de redefinir os padrões revelados por Deus, baixando o próprio Senhor e, consequentemente, suas exigências morais, éticas e espirituais. Quando Paulo escreveu aos cristãos em Roma, sede de muitas práticas politeístas com base em uma hierarquia de divindades inventadas por homens, ele comentou sobre o vínculo entre esses conceitos errados de Deus e o procedimento imoral aceito entre as criaturas:

“Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém! Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro. E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem” (Romanos 1:22-32).

Em um momento histórico no qual muitos procuram legitimar o paganismo, não é surpreendente observar a erosão constante de princípios de certo e errado, moral e imoral, bom e mau.

Tais tendências, porém, não se limitam às religiões pagãs. Mesmo pessoas que reconhecem a existência de um só Deus facilmente caem no mesmo erro. Um exemplo se encontra no ensinamento de Isaías, um dos mais importantes profetas judeus. Quando Isaías pregou, 2.700 anos atrás, ele criticou a cegueira espiritual do povo de Judá, que fechava os olhos e ignorava os avisos divinos (Isaías 29:9-12). Tornaram-se cegos, incapazes de enxergar as obras de Deus.

Alguns judeus, porém, atribuíam a mesma cegueira a Deus. Imaginavam que o Criador fosse incapaz de ver as obras dos homens! No mesmo capítulo, Isaías comentou sobre esse pensamento errado: “Ai dos que escondem profundamente o seu propósito do SENHOR, e as suas próprias obras fazem às escuras, e dizem: Quem nos vê? Quem nos conhece? Que perversidade a vossa! Como se o oleiro fosse igual ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Ele não me fez; e a coisa feita dissesse do seu oleiro: Ele nada sabe” (Isaías 29:15-16).

Qualquer pessoa que se acha capaz de esconder sua conduta ou até seus pensamentos de Deus simplesmente não acredita no Deus verdadeiro. Deus sonda os corações dos homens (Provérbios 21:2). “E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hebreus 4:13). Cristo, sendo divino, demonstra a mesma onisciência e promete julgar todos que se esquecem da vontade de Deus. Jesus disse: “...eu sou aquele que sonda mentes e corações, e vos darei a cada um segundo as vossas obras” (Apocalipse 2:23).

Deus não é cego!

–por Dennis Allan


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