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Comer, Beber e Morrer

A filosofia do hedonismo é normalmente atribuída ao grego Aristipo de Cirene, contemporâneo de Sócrates e ativo 400 anos antes de Cristo. Ele considerou o prazer e a dor como dois lados da alma humana, e sugeriu a busca do prazer como o principal objetivo do homem. A própria palavra hedonismo vem da palavra grega hedonê, que significa prazer ou vontade. A ideia da filosofia é de priorizar o prazer e procurar eliminar a dor.

Há diversas formas do hedonismo, e outras filosofias que compartilham alguns aspectos dele. Alguns pensamentos enfatizam os prazeres do corpo enquanto outros valorizam mais os prazeres da mente. Muitos consideram a felicidade como o objetivo principal da existência humana.

Enquanto a filosofia formal do hedonismo pode ser traçada aos gregos, a ideia prática da busca do prazer é bem mais antiga. Isaías, escrevendo 300 anos antes de Aristipo, citou a busca do prazer quando descreveu o procedimento comum em Jerusalém: “Porém é só gozo e alegria que se veem; matam-se bois, degolam-se ovelhas, come-se carne, bebe-se vinho e se diz: Comamos e bebamos, que amanhã morreremos” (Isaías 22:13).

Na esfera carnal, a busca do prazer alimenta a ênfase na sensualidade que domina o pensamento de uma grande parte da população atual. Muitos definem a vida pelo seu prazer, procurando “curtir” ao máximo seus dias.

No contexto religioso, também, o hedonismo se apresenta como uma atitude dominante. As igrejas que crescem mais, numericamente, são aquelas que agradam aos ouvintes com promessas de prosperidade e felicidade. “Deus quer que eu seja feliz” se tornou um ditado popular que vale mais do que as orientações dadas pelo próprio Senhor nas Escrituras. Com essa simples frase, pregadores derrubam as exigências divinas e justificam a busca do prazer e autorrealização mesmo em desobediência direta da vontade de Deus.

Quando voltamos ao tratamento bíblico dessa filosofia, porém, percebemos o enorme perigo que ela apresenta. Consideremos três passagens bíblicas que falam dessa busca de prazer como objetivo principal, observando o perigo implícito no contexto de cada citação.

(1) Isaías citou a busca de prazer como exemplo da negligência que levava à destruição de Jerusalém. O procedimento citado acima leva a esta sentença de morte no versículo seguinte: “Mas o SENHOR dos Exércitos se declara aos meus ouvidos, dizendo: Certamente, esta maldade não será perdoada, até que morrais, diz o Senhor, o SENHOR dos Exércitos” (Isaías 22:14). Quem busca prazer em primeiro lugar esquece daquele que realmente deve ocupar o primeiro lugar: Deus!

(2) Paulo descreveu a busca de prazer como característica daqueles que negam a ressurreição e a vida eterna. Na sua defesa da ressurreição como doutrina central do cristianismo, Paulo disse: “Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos, que amanhã morreremos” (1 Coríntios 15:32). Seu ponto é exatamente o oposto: sabendo que os mortos ressuscitam, devemos viver com a perspectiva de expectativa da ressurreição e do julgamento final (2 Coríntios 5:8-10).

(3) Jesus tratou a busca de prazer terrestre como tolice fatal! Ele falou de um homem que só pensou numa aposentadoria confortável e mostrou a reação divina: “Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus” (Lucas 12:19-21).

Deus nos chama para buscar em primeiro lugar seu reino e sua justiça. A felicidade vem desse serviço, e não da busca egoísta do prazer (Mateus 6:33).

–por Dennis Allan


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