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Saulo de Tarso: A Conversão de um Perseguidor

Um jovem judeu nascido em Tarso e educado pelos mais importantes rabinos da sua época reagiu veementemente contra as afirmações de um nazareno e seus discípulos. O primeiro registro da atuação de Saulo de Tarso aparece no relato da execução de Estêvão, um pregador da mensagem do Cristo, poucos anos depois da morte pública de Jesus. Saulo apoiou e participou da morte de Estêvão, acreditando sinceramente que esse homem fosse um inimigo de Deus e do povo do Senhor (Atos 7:58).

Saulo continuou sua campanha contra a nova religião conhecida, mais tarde, como cristianismo. Ele achou que seu dever como judeu fiel fosse a perseguição dos cristãos, e não mediu esforço para cumprir esse papel. Ameaçava, prendia e testemunhava contra os seguidores de Jesus. Foi com esse intuito que viajou quase 250 quilômetros de Jerusalém a Damasco, levando a autorização dos principais líderes dos judeus (Atos 9:1-2).

Quando Saulo se aproximava de Damasco, Jesus apareceu em uma luz brilhante e confrontou os conceitos errados desse perseguidor. Saulo foi honesto e cedeu ao mesmo Senhor que ele havia perseguido com tanto zelo. Arrependeu-se dos seus erros e, três dias depois, foi batizado para o perdão dos seus pecados (Atos 22:1-16).

Com a mesma determinação que opunha o cristianismo antes de conhecer a verdade, Saulo defendia a mensagem da cruz de Cristo durante todo o resto da sua vida. Conhecido na maioria das referências bíblicas como Paulo, este homem se tornou um dos mais influentes dos apóstolos de Jesus. Viajou incansavelmente para levar a mensagem do evangelho aos outro, especialmente às nações excluídas do judaísmo.

Paulo escreveu 13 dos 27 livros que compõem o Novo Testamento, a parte da Bíblia que orienta os cristãos no seu serviço ao Senhor nos dias de hoje. Nesses livros, escritos na forma de cartas às igrejas e a alguns indivíduos, ele discursou sobre as diferenças importantíssimas entre a Lei que governava os judeus durante 1.500 anos (de Moisés até a morte de Jesus). Ele apresentou com clareza a mensagem da graça de Deus, oferecendo a salvação para as pessoas de todas as nações. Frisou a necessidade da transformação total daqueles que se dizem cristãos.

Esse homem que desejava a morte dos cristãos passou a pregar sobre a vida. Ele mesmo almejava a vida eterna na presença de Jesus, e chamava todos para participarem da mesma glória.

A conversão de Paulo custou caro. Inicialmente, os cristãos duvidavam da sua transformação, temendo que estivesse fingindo a conversão para se infiltrar na igreja e continuar suas perseguições. Quando ele mostrou a sua sinceridade, os judeus se tornaram contra e lhe perseguiam nos lugares que ele pregava – na Ásia, na Europa e na mesma cidade onde ele havia começado suas perseguições, Jerusalém.

Paulo aceitou o sofrimento dessas perseguições sem perder a sua determinação de servir a Deus e de pregar o evangelho. Entregou sua vida ao Senhor, como ele disse em uma das suas primeiras cartas: “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gálatas 2:19-20).

Paulo nunca tirou os olhos do seu alvo eterno. Décadas depois da sua conversão a Cristo, ele falou da possibilidade da sua morte como algo positivo e até desejável: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher. Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (Filipenses 1:21-23). E, quando o momento da sua morte chegou, ainda afirmou essa confiança em Cristo: “Quanto a mim, ... o tempo da minha partida é chegado. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda” (2 Timóteo 4:6-8). Paulo, por suas palavras e por seu excelente exemplo, nos chama à mesma esperança em Cristo!

–por Dennis Allan


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