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A Ignorância: A Chave para a Felicidade?

Frequentemente ouvimos alguém comentar que a ignorância traz a felicidade. Em alguns contextos, ou em se tratar de assuntos totalmente fora do nosso controle, pode haver um elemento de verdade nesse ditado. Mas quando se trata do pecado, a ignorância é a chave para a felicidade?

O homem nunca cansa de inventar argumentos para justificar o pecado. É triste observar que muitas pessoas sinceras são enganadas por alguns destes argumentos e acabam praticando coisas erradas ou apoiando e mantendo comunhão com pessoas que vivem em práticas condenadas por Deus. Neste artigo, quero alertar sobre alguns dos argumentos mais difundidos para defender o pecado.

A ignorância não justifica o pecado. Entendemos esse fato quando se trata das leis de trânsito: a ignorância da lei pode ser fatal! Por exemplo, em mais de 70 países, os motoristas dirigem no lado esquerdo da estrada. Se um motorista de outro país (como o próprio Brasil) alugasse um carro num desses países, em ignorância total dessa lei, e começasse a dirigir no lado direito da estrada, a consequência poderia ser fatal para ele e para várias outras pessoas. Também entendemos esse fato quando pensamos nas leis da natureza. Uma criança pequena, mesmo sem nenhuma noção da “Lei da Gravidade”, sofre as consequências e se machuca quando cai.

Da mesma forma que violações de leis humanas e naturais trazem consequências para os ignorantes, a Bíblia mostra o problema de pecados cometidos na ignorância. Durante os 1.500 anos que a Lei dada por meio de Moisés vigorava em Israel, pecados cometidos na ignorância ainda levavam à morte de animais sacrificados em consequência desses erros humanos. A Lei falou especificamente da culpa por pecados cometidos em ignorância (Levítico 4:27-29). Nesse contexto, a ignorância não foi raiz de felicidade!

E no Novo Testamento, a ignorância justifica o pecado? Quando fazemos essa pergunta, muitas pessoas pensam nas palavras de Paulo quando falou aos atenienses: “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância” (Atos 17:30). Há dois fatos nesse contexto que esclarecem o sentido. Primeiro, a expressão “os tempos de ignorância” se refere ao período da história antes da revelação do evangelho. Nós não vivemos naqueles tempos de ignorância. Segundo, mesmo as pessoas daquela época não foram isentas de responsabilidade ou culpa pela ignorância. Os ignorantes precisavam mudar! O versículo continua: “. . . agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam”. A ignorância não justifica a permanência no pecado!

Podemos pensar, também, nas palavras de Jesus sobre os soldados e outros responsáveis por sua morte. Quando pregaram o Senhor na cruz, ele disse: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34). Mesmo no seu terrível sofrimento, Jesus teve compaixão e desejava o perdão dos pecadores que o mataram. Mas como seriam perdoados? Pedro comentou sobre a mesma situação dos judeus pouco tempo depois. Atribuiu o ato à ignorância do povo e dos líderes, e disse: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (Atos 3:17-19). A ignorância pode explicar o pecado, mas é preciso se arrepender e buscar a graça de Deus para ser justificado.

A misericórdia de Deus não justifica a permanência no pecado. Ouvimos comentários de pessoas que pretendem fazer ou continuar fazendo algo condenado nas Escrituras: “Eu sei, mas Deus é misericordioso e vai me perdoar”. Com esse argumento, justificam casamentos que Deus não aprova, negócios desonestos e muitas outras transgressões da vontade divina. Paulo imaginou a possibilidade de alguém distorcer a doutrina da graça nesse sentido e perguntou: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante?” (Romanos 6:1). Sua resposta esclarece perfeitamente a esta noção distorcida da misericórdia: “De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?” (Romanos 6:2).

A misericórdia de Deus nos oferece o livramento do pecado, não a permissão para continuar agindo contra a vontade de Deus. Ninguém justifica o pecado, mas Jesus oferece justificação ao pecador!

–por Dennis Allan


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