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Agradar ou Agredir

Eu não sei o que é mais impressionante: a relevância dos profetas antigos quando observamos realidades atuais, ou a falta de criatividade dos homens que continuam usando as mesmas táticas condenadas milhares de anos atrás.

Considere estas palavras escritas por Miqueias 2.700 anos atrás: “Assim diz o SENHOR acerca dos profetas que fazem errar o meu povo e que clamam: Paz, quando têm o que mastigar, mas apregoam guerra santa contra aqueles que nada lhes metem na boca” (Miqueias 3:5).

Ele cita dois tipos de mensagens pregadas pelos mesmos homens desonestos com o mesmo propósito errado: uma mensagem para agradar e outra para agredir.

A mensagem agradável. Quando tinham o que mastigar, ou seja, recebiam pagamento por suas mensagens, clamavam paz. Não há nada mais agradável ao ouvinte do que a mensagem consoladora que garante o favor de Deus. Entendimento desse fato tem servido como fundamento do trabalho de muitos supostos pregadores do evangelho. Se repreender os pecados dos ouvintes, não conseguirá números elevados de adeptos. Mas se fechar os olhos aos pecados nas vidas dessas pessoas, especialmente de ouvintes ricos e financeiramente generosos, o trabalho vai prosperar. Uma frase atribuída a Francisco de Salles, que viveu 400 anos atrás, diz: “uma gota de mel atrai mais moscas do que um barril de vinagre”. Embora a função de um pregador do evangelho não seja a de atrair moscas, esse provérbio se tornou princípio fundamental para o ensino de muitos religiosos. Palavras suaves atraem, mas ninguém gosta de ouvir palavras fortes de repreensão que exigem mudanças radicais.

Paulo nos avisou a rejeitar pregadores que enganam com suas palavras agradáveis: “Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos” (Romanos 16:17-18). Os ouvintes que gostam dessas pregações são criticados pelo mesmo apóstolo: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2 Timóteo 4:3-4).

A mensagem agressiva. Miqueias diz que as mesmas pessoas que pregam suas mensagens confortantes aos que pagam suas contas agridem as pessoas que recusam pagar: “...mas apregoam guerra santa contra aqueles que nada lhes metem na boca” (Miqueias 3:5). É exatamente o crime que se repete nos púlpitos nos dias de hoje. Qualquer pessoa que já participou das maiores igrejas ou que já passou horas assistindo aos pregadores na televisão já ouviu abusos de trechos bíblicos para prometer sofrimento e maldição para aqueles que não esvaziam seus bolsos para entregar seu dinheiro aos pregadores. Quantas pessoas levam seus dízimos e ofertas às igrejas, não por causa de alguma instrução divina, mas por causa do medo de serem amaldiçoadas e punidas pelo devorador?

Pregações desse tipo distorcem mensagens do Antigo Testamento (a mais famosa se encontra em Malaquias 3) e rejeitam o ensinamento do Novo Testamento. A exigência dos dízimos fazia parte da aliança que Deus fez com os israelitas no monte Sinai, que governava o povo judeu durante 1.500 anos. Mas Jesus cumpriu aquela Lei e nos deu uma nova aliança. Não vivemos sujeitos à Lei dada a Moisés (Gálatas 3:23-25). Os próprios judeus foram libertados da Lei pelo sacrifício de Jesus Cristo (Romanos 7:6). O dízimo pertencia àquele sistema cumprido, e não ao evangelho de Jesus: “Ora, os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm mandamento de recolher, de acordo com a lei, os dízimos do povo, ou seja, dos seus irmãos, embora tenham estes descendido de Abraão” (Hebreus 7:5). Exigir o dízimo, hoje, significa abrir mão do novo sacerdócio (1 Pedro 2:5) e negar o valor do sacrifício feito por Jesus na cruz (Gálatas 5:4-7).

Como na época de Miqueias, ainda há muitos que usam os púlpitos para agradar e para agredir. Não devemos temer tais falsos mestres, mas devemos ouvir a verdade que Jesus nos deixou nas Escrituras!

–por Dennis Allan


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