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Jesus Light

A palavra inglesa light, com o significado de “leve”, faz parte do dia a dia de muitos brasileiros. Se passar pelos corredores de um supermercado, encontrará diversos produtos rotulados light, normalmente como maneira de sugerir ao consumidor que contêm menos gordura ou açúcar em comparação com a versão normal do mesmo produto. A mensagem para o comprador é de que essa versão mais leve trará menos problemas e menos risco de causar algum problema que poderia mudar a vida da pessoa para pior.

Os mercadores do evangelho podem não usar a palavra light para descrever a versão de Jesus que oferecem, mas, a comparação dos “ingredientes” da História bíblica com as mensagens pregadas hoje mostra que as versões mais aceitáveis nos dias de hoje são de uma forma de Jesus com teor reduzido. Alguns abertamente alegam uma capacidade de resgatar das Escrituras o “verdadeiro” Jesus e tirar da própria Bíblia o que eles soberbamente julgam desnecessário.

Jesus, na Bíblia, é salvador, homem, irmão, consolador e amigo. Não há nada de errado em enfatizar tais atributos que focalizam o nosso acesso a ele e sua preocupação com o nosso bem. Sem dúvida, ele veio ao mundo para buscar e salvar pecadores e oferecer refúgio, descanso e proteção divina para pessoas vulneráveis e fracas. Precisamos enxergar e apreciar esses aspectos de Jesus.

Se o nosso conceito de Jesus se limita a essas características de semelhança a nós, então, a nossa imagem do Cristo se torna perigosamente incompleta e desequilibrada.

A encarnação de Jesus significa que ele assumiu uma forma limitada, reduzida e menor para o benefício das criaturas humanas que ele veio ajudar. Ele andou sobre a terra como homem que sentia fome e cansaço. Cumpriu seus papéis de filho, irmão e amigo como homem humilde. Mas ele afirmou e defendeu por meio de diversas provas sua divindade. Assumiu a forma de homem, mas não deixou de ser Deus.

Deus. Criador. Foi sobre Jesus que João escreveu: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez” (João 1:3). Quando Jesus acalmou uma tempestade no mar da Galileia, os discípulos ficaram admirados com seu poder sobre a natureza: “E eles, possuídos de grande temor, diziam uns aos outros: Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?” (Marcos 4:41). Aos poucos, estavam compreendendo o significado dos sinais que mostraram o domínio do Criador sobre todas as coisas que ele criou. Trinta anos depois, o apóstolo Paulo comentou sobre essa posição de primazia de Jesus: “...pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste” (Colossenses 1:16-17).

Deus. Soberano. O argumento de Paulo em Colossenses 1 vincula o trabalho do Criador à posição de Soberano. Se ele fez tudo, ele tem direito de governar sobre tudo. O autor de Hebreus ensinou o mesmo fato por meio de uma ilustração que frisa a diferença entre Moisés e Jesus. Ele disse que Moisés era um fiel servo na casa, mas que Jesus, sendo Deus, estabeleceu ou construiu a casa e mantém a sua posição de dono (Hebreus 3:1-6). João reconheceu a posição de Jesus como “o Soberano dos reis da terra” (Apocalipse 1:5).

Deus. Juiz. Sim, Jesus é juiz! É fácil perder esse fato em uma leitura superficial do Novo Testamento, porque ele mesmo enfatizou o papel de Salvador (João 12:47). Mas, focalizar a salvação não nega seu papel como juiz. O próprio Jesus disse: “E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento. . . . E lhe deu autoridade para julgar, porque é o Filho do Homem” (João 5:22,27, uma referência específica à profecia de Daniel 7:13-14 sobre o reino eterno do Messias).

A versão light de Jesus reduz o Criador e Soberano do Universo ao tamanho de um mero homem. A versão completa reconhece a sua divindade e exige de todos nós a submissão total. Paulo falou da humilhação de Jesus na encarnação e, logo em seguida, falou da sua exaltação: “para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra” (Filipenses 2:10).

–por Dennis Allan


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