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O Mesmo Que Me Curou

João relata uma das muitas curas feitas por Jesus, a de um homem que ficou paralítico durante 38 anos, em João 5. Quando o Senhor realizou essa cura, ele mandou que o homem pegasse seu leito e andasse. O homem curado foi obediente.

O que deveria ter sido um dia de alegria e uma oportunidade para a salvação das pessoas próximas se tornou em dia de conflito quando alguns dos líderes dos judeus perceberam que esse homem estava carregando sua cama no sábado. Os detalhes desse trecho envolvem várias questões para entender exatamente o que aconteceu. Uma aplicação rígida da Lei dos judeus poderia chegar à conclusão de alguma violação por parte desse homem (veja Jeremias 17:21-22). Por outro lado, as Escrituras afirmam que Jesus, sendo judeu, nunca pecou (1 Pedro 2:22). Em outras ocasiões, ele mostrou que os próprios líderes religiosos entendiam exceções em casos excepcionais e que agiam de uma maneira errada ao criticar pessoas como este homem (Lucas 13:15; 14:5). Jesus entendia perfeitamente a intenção do sábado e aplicava corretamente a lei, mesmo quando os líderes hipócritas o condenavam (Marcos 2:27-28). Como em muitas outras situações, o conflito naquele dia foi entre as tradições dos homens e a vontade de Deus (veja Mateus 15:1-20).

O homem curado não entrou em discussões rabínicas sobre os detalhes da Lei, as tradições dos antepassados ou as aplicações corretas em casos especiais. Para ele, a questão era bem mais simples. Ele respondeu às críticas dos líderes com uma simples e importante afirmação: “O mesmo que me curou me disse: Toma o teu leito e anda” (João 5:11). Considere algumas implicações dessa resposta sábia.

1) O milagre confirmou a autoridade da palavra falada. Um homem que passou anos sem poder se locomover, aguardando um milagre na sua vida, não teria estudado os profundos detalhes da Lei do Antigo Testamento, e muito menos as inúmeras regras e tradições acrescentadas pelos teólogos entre os judeus. Mas qualquer pessoa com um pouco de entendimento das obras históricas de Deus entenderia o significado de milagres. As novas revelações divinas dadas a Moisés foram acompanhadas por sinais sobrenaturais. As novas mensagens reveladas por Deus aos profetas Elias e Eliseu foram confirmadas por milagres inéditos. Com essa base histórica, as pessoas comuns entendiam facilmente que os milagres de Jesus acompanhavam a nova doutrina que ele trouxe ao mundo (Marcos 1:25-27). Foi com exatamente esse mesmo intuito de confirmar a palavra que estava sendo revelada que ele passou poder para seus apóstolos e alguns outros a realizarem sinais milagrosos (Marcos 16:20; 2 Coríntios 12:12; Hebreus 2:3-4).

2) A autoridade de Jesus é maior do que a dos líderes religiosos. A tendência dos homens em posições de liderança religiosa é de exaltar suas próprias palavras, baseadas em conclusões de suas tradições humanas, acima do próprio Senhor. Autoridades judaicas deram mais peso às tradições dos anciãos do que à palavra de Deus. Entre católicos, a palavra do papa e as tradições da igreja pesam mais do que as Escrituras. Evangélicos frequentemente valorizam as decisões das suas denominações ou as declarações dos seus pastores acima da palavra que Deus revelou. Jesus perguntou aos judeus e pergunta, por meio das Escrituras, aos religiosos atuais: “Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição?” (Mateus 15:3). Quando ele olhou para as doutrinas e instituições religiosas erigidas por homens, Cristo avisou: “Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada” (Mateus 15:13).

3) Obediência aos homens seria desobediência a Jesus. Deus nos ensina a obedecer às autoridades humanas na família, na igreja, no serviço e no governo (Efésios 5:22; 6:1,5; 1 Pedro 2:13-17). Mas quando a autoridade humana entra em conflito com as ordens divinas, é preciso seguir o ensinamento apostólico: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29). Se o homem curado tivesse obedecido aos homens, teria desobedecido a Jesus (João 5:8-10). Da mesma forma, devemos rejeitar a justificativa comum de pessoas que desobedecem a palavra do Senhor para serem submissos a pastores, padres ou outras autoridades que ensinam suas doutrinas e defendem as tradições das suas igrejas (Gálatas 1:10).

Devemos obedecer aquele que nos cura do pecado e nos livra da morte!

– por Dennis Allan


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