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A Base da Confiança

Os livros proféticos do Antigo Testamento são fascinantes. Enquanto muitas pessoas leem esses livros principalmente por causa das suas mensagens sobre acontecimentos que viriam séculos mais tarde, o foco principal deles foi a necessidade da conversão verdadeira dos leitores e ouvintes originais.

Os profetas, sejam homens como Jonas pregando aos pagãos da Assíria, ou outros como Isaías e Jeremias pregando aos judeus em Israel e Judá, chamaram os pecadores das suas épocas ao arrependimento. Uma das principais mensagens dos profetas é resumida em poucas palavras: “Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o SENHOR Deus. Portanto, convertei-vos e vivei” (Ezequiel 18:32).

As reações às repreensões desses mensageiros de Deus foram diversas. Em termos de números de conversões, o maior sucesso de todos os profetas foi o mal-humorado Jonas, cuja pregação em Nínive levou à conversão da cidade, “desde o maior até o menor” (Jonas 3:5-10).

Outros profetas enfrentaram forte oposição. O líder espiritual de Israel, o sacerdote Amazias, pediu a deportação do profeta Amós: “Então, Amazias disse a Amós: Vai-te, ó vidente, foge para a terra de Judá, e ali come o teu pão, e ali profetiza; mas em Betel, daqui por diante, já não profetizarás, porque é o santuário do rei e o templo do reino” (Amós 7:12-13). Jeremias foi preso (Jeremias 37:11-21). Quando Deus mandou Zacarias, filho do bom sacerdote Joiada, a pregar, esse homem fiel proclamou a mensagem de Deus: “O Espírito de Deus se apoderou de Zacarias, filho do sacerdote Joiada, o qual se pôs em pé diante do povo e lhes disse: Assim diz Deus: Por que transgredis os mandamentos do SENHOR, de modo que não prosperais? Porque deixastes o SENHOR, também ele vos deixará” (2 Crônicas 24:20). A reação? O rei de Judá, um homem que foi protegido durante anos pelos pais de Zacarias, não gostou da mensagem e mandou matá-lo no pátio do templo! As atitudes de reis, sacerdotes e pessoas comuns são descritas nestes termos: “Porém o SENHOR lhes enviou profetas para os reconduzir a si; estes profetas testemunharam contra eles, mas eles não deram ouvidos” (2 Crônicas 24:19).

Para justificar sua rejeição dos avisos divinos, os ouvintes destas mensagens ofereciam muitas respostas. Alguns confiaram na sua força militar ou no poder de aliados como o Egito ou a Assíria (Oseias 7:11). Outros se reclinavam no luxo da sua prosperidade e negaram a iminência de qualquer perigo (Amós 6:3-6). Alguns concluíram que Deus simplesmente não se importava com o procedimento dos homens (Salmo 73:11).

Mas a resposta mais perigosa e enganadora de todas surgiu várias vezes da boca das pessoas que se consideravam seguras por causa de uma relação formal com Deus. Não obedeciam ao Senhor e não honravam a Deus pelas suas vidas, mas ainda se viam como filhos de Deus dignos de proteção especial. Depois de quase 200 anos de idolatria e corrupção, a nação de Israel ainda se considerava especialmente protegida e isenta de castigo divino. Quando Deus avisou do castigo, falaram: “Nosso Deus! Nós, Israel, te conhecemos” (Oseias 8:2).

150 anos depois, a nação de Judá usou o mesmo argumento. Apesar de se mergulharam na rebeldia contra o Senhor, confiaram na presença do templo construído 350 anos antes para honrar o Deus de Israel. Deus os chamou ao arrependimento e disse: “Não confieis em palavras falsas, dizendo: Templo do SENHOR, templo do SENHOR, templo do SENHOR é este” (Jeremias 7:4).

2600 anos depois de Jeremias, muitas pessoas continuam se enganando com os mesmos argumentos. Para muitas, a confiança é institucional. Apesar de viver na prática do pecado, estão “na igreja” e, por isso, confiam na proteção divina. Para outras, a confiança vem de doutrinas de segurança eterna que afirmam que “uma vez salvo, salvo para sempre”. Com esta confiança, mesmo quando se afastam da vontade de Deus, acreditam manter a comunhão com o Senhor.

Aqueles que realmente amam ao Senhor e confiam na sua palavra demonstram sua fé na obediência. Para entrar no reino dos céus, é necessário fazer a vontade do Pai (Mateus 7:21), porque a salvação eterna é para aqueles que obedecem a Jesus (Hebreus 5:9).

–por Dennis Allan


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