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A Unidade Artificial

Entre os significados da palavra artificial encontramos termos como fingido, falso e disfarçado. Estas palavras bem descrevem o tipo de unidade superficial comum no mundo religioso, especialmente nas igrejas que dizem ser cristãs. A unidade nesse mundo não chega perto da comunhão profunda e real que Jesus desejava e os apóstolos ensinavam. Devido à ignorância e falta de respeito para com a palavra de Deus, a maior parte dos religiosos procuram manter uma unidade superficial por meios humanos. Consideremos alguns exemplos.

Unidade por legislação humana. Muitas igrejas impõem regras para manter a unidade ou, pelo menos, a conformidade externa. Criam listas de doutrinas essenciais como a base da unidade, enfatizando certos pontos bíblicos e ignorando outros. Em muitas denominações, suas convenções, congressos e conferências são meios para estabelecer e defender normas de doutrina e prática, assim mantendo a unidade entre congregações.

Unidade por estrutura (organização) humana. As grandes hierarquias de algumas igrejas são exemplos de unidade por estrutura humana. Na Bíblia, os apóstolos não deixaram nenhuma estrutura acima do nível das congregações locais, geralmente guiadas por seus próprios presbíteros (Atos 14:23; 20:17,28; Filipenses 1:1; 1 Pedro 5:1-3). Mas, é difícil para os homens ficarem contentes com a simplicidade de um plano que não alimenta o desejo egoísta de dominar! Jesus comentou sobre essa diferença de atitude em Mateus 20:25-28. Aos poucos, as igrejas têm criado suas hierarquias cada vez maiores para manter laços entre todas as suas congregações no mundo inteiro (há muitos exemplos, entre eles: a Igreja Católica, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a Igreja Universal do Reino de Deus, a Igreja de Cristo Internacional etc.). E mesmo movimentos menos estruturados em nível mundial ainda imitam algumas das mesmas táticas para criar a unidade. Vários sistemas de organização são atraentes por dar resultados visíveis de crescimento, mas envolvem a criação de regras e hierarquias que não se encontram nas Escrituras, frequentemente depositando autoridade exagerada em líderes humanos. Esta tendência é nítida nos ministérios de multiplicação e suas hierarquias de discípulos e líderes.

Unidade por uniformidade de placas. Enquanto a Bíblia usa diversas descrições e nenhum nome específico para descrever as igrejas, muitas igrejas procuram manter laços entre congregações por meio de placas uniformes, com o pensamento de que todas as igrejas que seguem a Jesus (ou, pelo menos, uma determinada visão da igreja) devem usar a mesma descrição. Às vezes, essas placas enfatizam alguns pontos doutrinários (exemplos: Batista, Pentecostal, Presbiteriana). Outros nomes honram alguma pessoa (exemplos: Luterana, Wesleyana). Em outros casos, as descrições em si são boas, porque descrevem laços entre o povo e o Senhor, mas ainda não devem ser usadas como nomes exclusivos, porque a Bíblia não as utiliza desta forma (exemplos: Igreja de Deus, Igreja de Cristo etc.)

A base da unidade que agrada ao Senhor. Enquanto os meios humanos parecem mais fáceis, os verdadeiros seguidores de Jesus procuram manter a unidade da maneira que ele nos ensina por intermédio das Escrituras. A oração de Jesus mostra que a verdade revelada na palavra de Deus é o único fundamento da unidade aceitável (João 17:17-23). Observamos nesse trecho do evangelho de João vários fatos importantes. A comunhão com Deus exige a santificação, ou seja, a separação do pecado (17:17-19). A santificação e a harmonia vêm pela palavra de Deus (17:17,20-21). A unidade dos cristãos é baseada no modelo divino (17:21-23). Nesse modelo, o Pai e o Filho são pessoas distintas, mas concordam plenamente em tudo. Os cristãos, então, procuram desenvolver a mente de Cristo, por meio do estudo da sua palavra, para pensarem como Deus (1 Coríntios 2:9-16). Assim, o servo fiel se aproxima do Senhor e de outros verdadeiros seguidores, enquanto se distancia da imundície do mundo.

Quando pensamos na humildade e submissão à vontade divina que são necessárias para a comunhão com Deus e com seus servos, percebemos que os meios artificiais são mais fáceis. A unidade imposta por regras e hierarquias externas é mais fácil do que a concordância que vem por transformação interna. Deus não pede o que é fácil. Ele pede o que é certo!

–por Dennis Allan


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